Eu fiquei muito surpreso quando avaliei o Earfree i3, pois considerei ser o fone TWS com o melhor tuning dentre os outros todos que ouvi. Bem verdade, o produto precisava de um pouco mais de esmero em algumas questões, eis que então, temos agora o Roseselsa Earfree i5 com a tarefa de resolver essas questões.
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UNBOXING:
ASPECTOS FÍSICOS:
Construção: Temos aqui o TWS com a melhor case que eu já testei, a qualidade de construção é excelente. Ela é uma case toda feita em metal (alumínio), muito leve e muito compacta, e também muito bonita e resistente. Já os fones são diferentes, feitos de plástico… por um lado isso é muito bom porque o fone fica bem levinho, mas por outro, eu achei a qualidade do plástico não muito luxuosa, deixa a impressão de ser um plástico mais barato. Para quem tem o Earfree i3, sabe exatamente o que eu estou falando, pois no meu entender é o mesmo material.
Eartips (ponteiras / borrachinhas): O Kit de ponteiras é bem simples, 3 pares nos tamanhos P/M/G. São ponteiras que tem uma ótima qualidade, são bem macias e fininhas, do jeito que eu gosto. Eu achei até que eles melhoraram a qualidade das ponteiras do i5 em relação ao i3. Eu consegui fazer a avaliação usando as ponteiras de tamanho G.
Mais uma vez eu deixo a observação sobre esses TWSs com o bocal oval… É subjetivo, eu sei, mas no meu entender, eu prefiro fones com bocais cilíndricos, penso que são melhores para a anatomia dos ouvidos. O i3 por exemplo, é bocal cilíndrico. Houve essa mudança no design do produto.
Conectividade do sinal Bluetooth: O pareamento é bem rápido (após feito o primeiro pareamento manual). É só abrir a tampa da case que o pareamento é efetuado. O alcance do sinal foi muito bom, chegou tranquilo nos 10 metros indicado pela empresa sem nenhum corte na música. A estabilidade também é muita boa, não presenciei nenhuma falha ou interrupção do sinal durante o uso.
Teste de latência: O i5 tem o recurso de baixa latência chamado Game Mode. Então, temos duas situações, ou o Game Mode ativado, ou desativado. Na prática, ambas as formas eu não presenciei atraso, a sincronia foi perfeita.
Touch controls (toques gestuais): O grande upgrade do i3 está aqui. A área do Touch do i3 era muito complicada, numa posição ruim para dar os comandos. Então, o i5 resolveu esse problema, a empresa colocou o Touch numa região de mais fácil acesso. Se olharam para o produto e viram uma parte preta nas hastes, certamente imaginaram que ali era a área do Touch né… pois bem, eu também pensei isso, mas NÃO é ali (!) O local para efetuar os toques fica exatamente acima dessa parte preta, mais precisamente na curva do fone, entre as hastes e o corpo. Os comandos são bem responsivos, e a cada toque que você dá, o fone emite um som tipo um “pop”, para confirmar que você efetuou o comando.
Conexão multiponto: Significa que o i5 consegue conectar com dois dispositivos simultaneamente. Você precisa habilitar a função pelo App em “Dual Device Connection”. Após habilitado, eu consegui fazer o pareamento do i5 com meu computador e com o smartphone ao mesmo tempo.
Auto Pause e Resume: Aqui no i5 essa função tem o nome de “In-Ear Detection”, que fica na aba “LAB Features” do App. Consiste em quando você tirar o fone do ouvido, o que você tiver escutando – música, vídeo no YouTube, etc – vai entrar em Pause, e quando você colocar o fone no ouvido de novo, a música vai retornar.
ROSELINK App: O aplicativo está disponível para Android e iOS. As capturas de tela abaixo são bastante autoexplicativas, então só irei comentar o necessário.
















(Screenshots do S22U Android 14, App english V3.2.1 Firmware 125).
O ponto forte do App é você ter um bom nível de customização nas funções, principalmente os comandos do Touch. Além disso, o App tem uma interface bem fácil de usar, tudo é muito bem explicado. O que eu senti falta mesmo foi não tem um equalizador paramétrico e também mais presets de EQ disponíveis. Outro detalhe também é que a empresa atualiza demais o App… Por um lado isso é bom, eles estão sempre melhorando, mas por outro lado, você precisa ficar atualizando, dá uma sensação de você estar usando um produto que é um protótipo ainda.
Outro ponto muito positivo é poder ver quantidade exata – em porcentagem – que falta para descarregar, tanto a case como os fones.
ANC e Ambient sound: O i5 conta com 4 modos: Cancelamento ativo de ruídos (ANC), modo vento (Wind Mode), modo transparente, (Transparent Mode), e o modo normal (que é o modo desligado).
- O modo transparente é o mesmo que algumas empresas chamam de “ambient sound”, que consiste em abrir os microfones para a captação dos sons ao redor. Dizer que essa função funciona bem no i5.
- O ANC eu achei muito bom, consegue reduzir bastante os sons das frequências mais baixas e também das frequências médias e agudas. O estranho foi que ao ativar o ANC, me pareceu que os graves do fone acabaram aumentando também.
- Eu gostei bastante do Wind Mode, que funciona reduzindo o som de vento, achei que a função funcionou muito bem quando eu estava com um ventilador direcionado à minha face. Foi o único modo que não teve captação de ruído de vento, os outros modos todos captaram bastante ruído de vento. Claro, o Wind Mode também não faz milagres né.
- O modo normal é o som do fone sem nenhum recurso ativado. Infelizmente em todos os 4 modos eu senti uma leve presença de ruído de fundo.
Encaixe e conforto: Ponto positivo no i5. O fone tem esse encaixe padrão, para mim não teve erro, eu já tinha o Tanchjim Mino, e depois o Fiil Key Pro, ou até mesmo o próprio Earfree i3 que possui o mesmo formato, todos tem esse tipo de encaixe. O conforto é ótimo, fone bem leve, quase não dá pra perceber que tem um fone no ouvido. Bom TWS para utilizar por longos períodos. A inserção eu achei de rasa para média, e o isolamento eu achei médio. Aqui de fato pode ser algo importante a ser considerado, se a pessoa não achar um bom encaixe, certamente pode ter algum tipo de modificação na sonoridade final do fone. É aquilo que falei sobre bocal oval, pra mim ficou bom, mas poderia ser melhor se fosse um bocal cilíndrico (na minha opinião).
Microfone: No teste do Mic, em um ambiente silencioso, a qualidade do Mic eu achei muito boa, embora com a adição de um leve ruído de fundo. Mas assim, deu para ouvir a minha voz de forma nítida. Já quando eu fiz o teste com um ventilador direcionado para o meu rosto, a qualidade do áudio ficou péssima, muito ruído, quase impossível ouvir a minha voz. Até fiz um teste com o Wind Mode ativado, e não mudou nada.
Acessórios: O produto acompanha um cabo USB-A para USB-C. Sei também que é comercializado separadamente uma capa de silicone para a case do fone. Quem tiver interesse, o link aqui: https://s.click.aliexpress.com/e/_olVNCeF








ASPECTOS SONOROS:
A sonoridade do Rosselsa Earfree i5 eu compreendi como um Mild V-Shape (desenho em V mais leve). Ou seja, é um fone com graves e agudos mais destacados, só que de uma forma não tão extrema, o que faz a sonoridade ter um lado mais equilibrado. O i3 foi um TWS que eu achei ter o melhor tuning dentre outros que ouvi, e agora o i5 também segue a mesma linha com um ótimo tuning. A principal diferença desse para os outros TWSs, é que ele tem um pouco mais de agudo do que os demais, e isso no meu entender faz ele melhorar a parte técnica do fone. Digamos que o i5 começa a se aproximar da sonoridade de alguns fones cabeados, só que, ainda assim, um fone cabeado da mesma faixa de preço consegue ter um desempenho melhor (na minha opinião).
>>Eu avaliei o fone com o Normal Mode (ou seja, desligado) e a preset HiFi.<<
Graves:
Quantitativo: Os graves do i5 são moderados. Tem uma boa presença, penso que é um nível que vai agradar a todos os tipos de ouvintes. Eu diria que o i5 não é um fone basshead, mas tem quantidade suficiente para agradar até mesmo as pessoas que gostam de graves. O FIIL Key Pro na minha opinião é um fone que possui graves bem mais destacados do que os do i5. Os graves do i5 eu penso que possuem tanto sub-graves como médio-graves, mas acho que ele tem um pouco mais de ênfase nos médio-graves (uma diferença sutil). Não senti decaimento (roll-off), a extensão é boa.
Qualitativo: São graves que tem calor, tem massa, tem corpo, tem textura, tem uma dose de fisicalidade também (embora não seja uma fisicalidade que chame tanta atenção). A definição é boa, o impacto é bom, e a velocidade é boa/ok. São graves que possuem um tuning bastante “natural”, eles encaixam muito bem com músicas ou instrumentos acústicos. Claro, são graves que também vão performar bem com músicas eletrônicas e instrumentos elétricos, mas a questão é que é bem difícil achar um TWS que consiga tocar bem os gêneros mais calmos, porque a maioria dos TWSs são bem enfatizados na região dos sub-graves, e isso acaba deixando a apresentação muito pesada… aqui no i5 eu não percebi isso. Não são graves estrondosos, não são inchados, e não invadem os médios.
Médios:
Quantitativo e qualitativo: Os médios são um pouco recuados, mas eu ainda penso que possuem um bom equilíbrio na apresentação. Certamente os médios tem menos destaque do que os graves e os agudos, mas mesmo assim não são médios escuros, ou muito distantes, pelo contrário, a quantidade aqui eu achei ser bem acertada, principalmente porque que não sou muito fã de pinna gain muito elevado. Os médios do i5 tem boa definição e transparência, agora, no meu entender, se for comparar com um Tanchjim Mino, acho que este último consegue ter um pouco mais de clareza para a região.
Vozes: Penso que existe algo de interessante nesse fone… Por um lado, as vozes masculinas/graves foram o tipo de voz que teve o melhor benefício com o i5, mas por outro lado, as vozes femininas/agudas também ficaram boas. Penso que é por conta do arejamento que tem os agudos do fone (veremos nos próximos parágrafos). Então, o i5 conseguiu ser um fone bem versátil para ambos os tipos de vozes. Por exemplo, minha biblioteca é majoritariamente de vocais graves, e aí vou ter o melhor desempenho do i5, mas também quando estiver ouvindo vozes mais agudas, o i5 não vai fazer feio.
Agudos:
Quantitativo: Os agudos são de moderados para cima. Só que felizmente parece que foi isso que fez o fone se destacar dentre os outros fones do mercado. Os outros todos não tem o nível de agudos que tem, tanto o i3 como o i5. Dessa forma, os agudos do fone acabam tendo um destaque que é muito bem-vindo, não passam do ponto. Na minha opinião, não senti fatiga auditiva, e por isso, recomendo até mesmo para as pessoas que tem sensibilidade aos agudos. Não senti sensação de decaimento (roll-off), a extensão é boa.
Qualitativo: O grande ponto positivo do fone é ter um detalhamento e um arejamento que está acima da média (em comparação aos outros TWSs que eu ouvi, com a exceção do i3). Isso realmente faz uma diferença muito grande nas apresentações, porque você percebe as minúcias dos instrumentos, e também faz a apresentação ficar mais transparente, mais fiel. Não percebi sibilância, nem estridência, nem rispidez, nem fatiga nos agudos do i5. É de fato um fone que tem mais atividade nessa região das frequências mais altas, mas que ao meu ver, foi bem implementada. Inclusive, esse é um dos poucos TWSs até hoje que consegui achar bom para ouvir Jazz ou outros gêneros que precisam de um toque a mais de brilho nos agudos.
Palco sonoro e Separação instrumental: O palco sonoro do i5 eu achei ser muito bom. Tem uma boa sensação de profundidade no som. Tudo o que eu ouvi aqui ficou com uma boa espacialidade na apresentação. A separação instrumental também é muito boa, mas já é algo que se destaca menos do que o palco sonoro. É possível ouvir todos os instrumentos tocando com boa clareza e espaço.
Super Master EQ: Como o i5 tem poucas presets de equalização, vou comentar brevemente sobre o que achei de cada uma. São elas: HiFi, Rock, POP, e Light. A preset HiFi é como eu descrevi o som do fone na review e honestamente eu penso que é a melhor. A preset POP eu senti que basicamente aumentou a região dos agudos, mas foi algo bem sutil. A preset Rock eu senti que os médios foram modificados, e de certa forma para pior, o som ficou mais boxy (encaixotado). E a preset Light houve um corte na região dos graves, o que deixou a sonoridade do fone totalmente desequilibrada, é puro médio-agudo e agudo que se ouve. Mas é subjetivo, cada um escolhe a que achar melhor.
Teste de driver flex: Não presenciei som de driver flex ao inserir os fones nos meus ouvidos.
Amplificação: Aqui diferente dos fones cabeados, é só para dizer sobre o nível de volume do produto. Pros meus ouvidos, o i5 entregou um volume suficiente, mas eu acho que pessoas que gostam de ouvir muito alto podem querer um pouco mais. Por exemplo, no Windows eu sempre ficava ali entre 80% ou 90% da escala de volume. Inclusive eu consigo chegar ao 100% sem sentir que está alto demais.



PRÓS E CONTRAS:
– Melhor sonoridade de um TWS (o i3 também)
– Sonoridade Mild V-Shape
– Tuning equilibrado (para um TWS)
– Bom detalhamento
– Ótimo palco sonoro
– Excelente estojo de carregamento (case)
– Ótima customização no App
– Conectividade do sinal BT
– Codec LDAC
– Sem latência
– Ótima bateria (fones + case)
– Conexão multiponto
– Ótimo encaixe e conforto
– Fone muito leve
– Poderia ter mais volume (subjetivo)
– Falta EQ paramétrico e + presets
– Pouca inserção e isolamento
– Captação de ruído de vento
GRÁFICOS POR HI-END PORTABLE:


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