REVIEW IN ENGLISH: TRUTHEAR GATE REVIEW
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INTRODUÇÃO:
Já é sabido que o Truthear Hola foi descontinuado pela empresa, o que é uma pena, porque o fone tinha uma qualidade de construção excelente para o preço que custava, e até por causa disso – penso eu – que o fone foi descontinuado, ficou dispendioso entregar um fone de $20 dólares impresso em 3D pela HeyGears.
Chega agora ao mercado, o Truthear Gate, que seria o fone que veio para ocupar o espaço deixado após o triste fim deixado pela partida tão precoce do Hola.
Fone enviado pela SHENZHENAUDIO, uma das principais distribuidoras dos produtos da Truthear, além de outras diversas marcas e produtos de áudio. Mais informações nos links abaixo.
Preço: $19.99 dólares (USD)
Cores: Preto ou branco
Cabo: Com Mic ou sem Mic
Truthear Reviews: Hexa, Hola, Shio, Nova
SHENZHENAUDIO LINKS:
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ESPECIFICAÇÕES:
Single DD:
- (1) Driver Dinâmico DD de 10mm Carbon LPC por lado
– Frequência: 10Hz – 45kHz
– Frequência efetiva: 20Hz – 20kHz
– Sensibilidade: 122dB/Vrms @1kHz
– Impedância: 28Ω ±15%
– THD: ≤1% @1kHz (94dB)
– Cabo: Cobre OFC revest. PVC
– Plugue: 3.5mm (em L)
– Tamanho do cabo: 1.2m (removível)
– Conectores: 0.78mm 2 pinos
– Material da shell: Resina plástica
– Peso do fone: 2.7g (um lado)(sem ponteira)
– Peso do cabo: 18.1g
– Peso total (caixa, fones, etc): 136g
– Tamanho da caixa: 10cm [C] x 10cm [L] x 4cm [P]
UNBOXING:
Reels do @iemsandmusic
ASPECTOS FÍSICOS:
Construção: Na introdução eu já comecei falando sobre o Truthear Hola e é inevitável não comparar com o Gate… Nesse sentido da construção, houve sim um downgrade de um fone para o outro. O Gate é um fone todo de plástico, enquanto que o Hola era impresso em 3D, então, o consumidor saiu perdendo nessa “substituição” (que na verdade é um novo produto). Foi bem interessante que a empresa colocou a faceplate com um plástico transparente, assim podemos ver os componentes internos do fone, porém, eles usaram um plástico de baixo custo, que pode arranhar com facilidade, e aparentemente também pode quebrar com mais facilidade.
Eartips (ponteiras / borrachinhas): Na minha opinião, o kit foi bom, para um fone na faixa dos $20 USD e que vem com dois tipos de ponteiras, não tem o que criticar. As ponteiras são simples, mas eu confesso que me agradei porque tem fones mais caros que vem com ponteiras piores, então, ficamos no lucro aqui com o Gate. Os dois tipos de ponteiras são: as “normais” (furo padrão), e as wide bore (furo aberto). As wide bore vieram nos tamanhos P/M/G/GG, e as normais vieram nos tamanhos P/M/G. Já de costume, ponteiras wide bore não fazem meu estilo, sendo assim, fiquei com as “normais”. Primeiro testei com o tamanho M, e infelizmente não curti o som com elas, daí troquei pelas de tamanho G, e aí sim penso que melhorou. O som mudou drasticamente, de um fone magro para um mais encorpado, só com a troca de tamanho das ponteiras. Eu também usei o Gate com as SpinFit CP100 e achei que o som melhorou ainda mais (pro meu gosto), mas eu fiz a avaliação do fone com as ponteiras stock no tamanho G.
Cabo: O cabo é simples porém muito eficaz. Ponto bem positivo para o produto. Não tem muito requinte não, mas a funcionalidade é muito boa. É um cabo bem leve, fino, fácil de enrolar para guardar, não possui microfonia, não embaraça, e não apresenta memória. Os earhooks (ganchos) também são ótimos, lisos e com ótima curvatura. O chin slider funciona bem. É exatamente o mesmo cabo que vinha com o Hola, se por acaso você nunca testou o Hola, pode ficar tranquilo que esse é sim um cabo muito bom. A única coisa que não fecha 100% é que o plugue P2 é em L, e eu tenho por preferência cabos com o plugue reto (mas isso nem pode ser visto como um ponto negativo, é apenas questão de gosto).
Encaixe e conforto: Outro ponto muito positivo no fone. O encaixe é ótimo, sem complicações, a shell tem um formato já consagrado no mercado de fones. É basicamente o mesmo formato do Hola, embora acho que o Hola tinha um tamanho um pouco menor, o que gerava mais conforto (não tenho mais o Hola em mãos para comparar). A inserção é média, e o isolamento também é médio. O conforto é excelente, principalmente por causa do peso do fone, apenas 2.7g! Você esquece que tá usando o fone, e é até esquisito em alguns momentos perceber que tá saindo som de um produto tão leve. Fone mais que recomendado para ficar longas horas no ouvido sem sentir desconforto. Honestamente, a qualidade da shell do Hola é sim superior a do Gate… por ser um fone de impressão 3D, o Hola tinha mais suavidade ao contato com a pele (na minha opinião), devido ao material utilizado no produto.
Acessórios: De acessórios inclusos, veio exatamente o mesmo estojo que vinha com Hola, é tipo uma pochete de couro sintético. Naturalmente eu penso que esse não é o melhor tipo de estojo para armazenar IEMs, sempre prefiro algo rígido ou semirrígido. Então assim, para mim não deu muito certo, mas não posso reclamar muito porque nessa faixa de preço outros fones nem vem com nada, ou quando vem é aquela sacolinha de tecido (que é menos útil ainda)[na minha opinião].






ASPECTOS SONOROS:
Primeiro, dizer que foram feitas algumas considerações importantes no parágrafo das “eartips/ponteiras”, lá eu disse algo que pode fazer com que a experiência do fone seja completamente diferente por um detalhe muito pequeno.
A sonoridade do Truthear Gate eu compreendi como um Mild V-Shape (desenho em V leve). O fone traz um boost na região dos graves, médios mais frontais, e agudos mais pra frente. Agora, todas as frequências de forma bem controlada (na minha opinião).
Eu não tenho mais o Hola em mãos para fazer um comparativo lado a lado, mas pelas minhas recordações, o Gate veio com um pouco mais de graves e agudos. Bem verdade, o acréscimo nos graves é possível que tenha sido uma interação das ponteiras com o meu ouvido, já que no Hola eu avaliei com a ponteira M, e o Gate com a G. O Hola tinha uma sensação de ser um fone mais neutro com bassboost, já o Gate trouxe um incremento na região dos agudos, o que fez ele ficar mais inclinado para o V-Shape.
Sendo bem sincero, eu não curti muito o Hola, na época tinha o Tin C2 que eu achei melhor, apesar que o C2 para mim só funcionou com as ponteiras SpinFit CP100 (pra tirar um pouco os agudos). Para mim, o Gate já tem uma sonoridade que me agrada mais, é um fone mais “vivo”, um fone que tem um lado mais divertido, enquanto que o Hola eu achei ser um fone meio “agua com açúcar”.
Graves:
Quantitativo: Os graves eu considero como moderados, e como falei antes, se não fosse a troca das ponteiras, seriam de moderados para baixo. Realmente o som do fone mudou com essa simples troca, mudou para melhor. A região ficou mais presente e de certa forma mais equilibrada (pro meu gosto). Fones com poucos graves para mim não é o ideal, mas também nada em excesso vai bem. O Gate tem sub-graves e médio-graves em linearidade, ou seja, tem um boost bem legal nas duas regiões, e ambas estão num mesmo patamar. Não senti decaimento (roll-off), a extensão é boa. O Gate tem graves em quantidade para tocar diversos gêneros musicais, eu mesmo curto EDM, Hip-Hop, POP, e senti que o nível aqui está de bom tamanho. Notar que esse não é um fone basshead.
Qualitativo: Essa parte do qualitativo eu achei bem interessante, porque eu já ouvi graves de fones mais caros que tinham um desempenho inferior aos graves do Gate. Sendo assim, ponto bem positivo para o fone. Os graves são limpos, controlados, tem uma ótima definição para a faixa de preço (ou até mais). Tem uma textura e uma fisicalidade moderada. O impacto é bom, é mais contido, delineado, também tem força e é audível sem soar exagerado. São graves mais “enxutos”, não são a estrela do show, e bem verdade é até difícil apontar qual frequência é a estrela, porque o fone tem uma sonoridade bem distribuída. Não são graves massudos, inchados ou fora do contexto, e também não invadem os médios.
Médios:
Quantitativo e qualitativo: O Gate tem médios bem elaborados, tem uma dose de frontalidade sem soar duro ou agressivo. Já tem um monte de fones que estão com essa mesma quantidade de médios que tem o Gate, parece que as empresas acharam uma medida que é “aceitável” para uma quantidade maior de pessoas. Não é nem recuado nem “pra frente” demais. Claro, isso é um pouco subjetivo, mas penso que quem quer evitar médios muito elevados vai curtir o Gate, e quem quer evitar médios muito escuros também vai curtir o Gate.
Os médios são uma região que no Gate tem boa definição e transparência, embora penso que o Hola era um fone que entregava mais desempenho e até quantidade mesmo (mas como disse, não pude comparar ambos lado a lado, são apenas resgates do que já foi experimentado). Infelizmente o Hola já morreu, então talvez essa informação só sirva para quem já ouviu o Hola. Lembrar também que existe o fenômeno das ponteiras, certamente se eu utilizasse uma ponteira mais aberta, o som seria mais claro e detalhado.
Vozes: É um fone que não extrai a excelência com nenhum tipo de voz em particular, sejam vozes mais graves ou vozes mais agudas, por exemplo, se você curte muito que vozes femininas/agudas tenham mais destaque, o Gate vai entregar uma performance apenas boa/ok, e não o excelente (e o mesmo vale para os timbres mais baixos). Entretanto, se não é isso que você busca quando escuta música, aí o Gate faz um bom papel, pois ele equilibra o desempenho para ambos os tipos de vozes e tudo fica bom.
Agudos:
Quantitativo: Os agudos estão no nível entre o moderado e o alto. Eu coloquei esse “alto” porque certamente esse não é um fone escuro (dark), mas também não é um fone brilhante (bright). Como disse no começo do texto, esse é um fone que se inclina para o V-Shape, e mesmo eu achando que o Gate não tem agudos em excesso, é sabido que fones V-Shape tem agudos mais presentes. Então assim, se você curte fones mais escuros, ou se for realmente muito sensível a qualquer tipo de agudos, talvez o Gate não seja o ideal para você. Não senti decaimento (roll-off), a extensão dos agudos é boa. Eu entendi que aqui a empresa usou do artifício de aumentar um pouco a quantidade dos agudos para ganhar em mais desempenho na apresentação.
Qualitativo: Os agudos do Gate são vivos, tem boa velocidade, tem ótima definição, ótimo detalhamento, bom arejamento. Penso que possuem uma leve coloração no sons mais agudos, mas não é toda música que vai mostrar esse lado um pouquinho mais colorido do fone, vai ser mais fácil aparecer quando com muitos instrumentos agudos tocando ao mesmo tempo. O brilho em alguns instrumentos vem mais cristalino, a citar, um carrilhão ou um bandolim. De toda forma, não senti rispidez, não senti estridência, não senti perfuração, e também não ouvi sibilância. Realmente esse leve acréscimo na região dos agudos faz o fone ficar mais resolvido, você consegue perceber um detalhamento maior. Não senti sensação de fatiga auditiva. Acho que se a pessoa usar uma ponteira wide bore e ouvir um som que tende ao brilho, aí sim é possível que a apresentação fique mais fria.
Palco sonoro: O palco sonoro eu achei muito bom, principalmente se considerarmos o preço do fone e também a construção… como a faceplate é transparente, podemos ver exatamente onde o driver está, e dá pra ver que ele não está tão distante do bocal… eu imagino que isso possa influenciar na questão da espacialidade. Mas independente disso, a profundidade do fone é boa, o som se apresenta de forma satisfatória, sem soar como se estivesse perdido/oco (com muito eco) nem como se estivesse colado ao ouvido.
Separação instrumental: A separação eu achei de média pra boa. O fone tem um grave legal, de fácil identificação, e também temos os agudos que tem ali um toque a mais de brilho, o que também facilita na identificação dos instrumentos das frequências mais altas. Claro, não esperem o nível de separação como de um fone híbrido, mas para um single DD de menos de $20 dólares, eu penso que tá bom. Tanto o palco sonoro quanto a separação instrumental do Gate é melhor do que a do Hola (pela memória e pela minha avaliação do produto).
Teste de Driver Flex: Não presenciei som de driver flex ao inserir o fone nos meus ouvidos.
Amplificação: Eu usei o DAP FiiO M11S para fazer essa avaliação. A saída utilizada foi a 3.5mm e o DAP no modo High Gain. O Volume ficou em 70% dos 120% disponíveis pelo M11S. O Truthear Gate é um fone fácil de tocar, não necessita de amplificadores dedicados. Testei o fone no FiiO KA11 e tocou tranquilamente. Certamente o Truthear Gate vai tocar em celulares, tablets, e notebooks. Eu sempre indico que pelo menos a pessoa tenha um dongle de boa qualidade para tocar os fones. Atualmente, faço a recomendação do FiiO KA11 como bom dongle custo/benefício.



PRÓS E CONTRAS:
– Preço acessível
– Experiência de unboxing
– Sonoridade All rounder
– Tuning equilibrado
– Boas tecnicalidades
– Bom palco e separação
– Fácil de tocar
– Ultra leve
– Ótimo encaixe e conforto
– Excelente cabo
– Boas ponteiras (quantidade)
– Vem com um estojo
– Construção inferior ao Hola
– Plástico não muito resistente
– Faceplate pode arranhar fácil
– Ponteira pode influenciar o som (muito)
GRÁFICOS POR SUPER* REVIEWS:


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