FIIL T2 PRO

>>Caso você seja novo aqui, recomendo que leia a página “Apresentação”<<

INTRODUÇÃO:

A FIIL Audio é uma empresa chinesa cujo forte é a fabricação de fones de ouvido intra-auriculares, earbuds e headphones TWS (TrueWireless), ou seja, totalmente sem fio. A empresa também possui outros tipos de fones de ouvido bluetooth, porém daqueles ainda com fio. O fundador da empresa se chama Wang Feng, músico chinês bastante conhecido do gênero Rock.

Essa é a primeira vez que tenho a oportunidade de testar um fone da marca, e o modelo em questão será o FIIL T2 PRO, fone TWS com ANC (cancelamento ativo de ruídos). A empresa já é de certa forma bem conhecida nas comunidades de áudio aqui no Brasil, alguns fones anteriores ao T2 PRO foram bem elogiados pelos usuários.

O T2 PRO possui o preço de $69 dólares (USD), mas devido ao tempo de lançamento do produto, é possível encontrar o mesmo por preços até mais em conta. O fone foi apenas lançado na cor preta/cinza fosco. AVISO: no momento o T2 PRO não está disponível nos links oficiais da FIIL, mas é possível encontrar o modelo em outros distribuidores no AliExpress.

Link da FIIL:

https://shop.fiil.com/

https://fiil.pt.aliexpress.com/store/1100218303

https://www.amazon.com/stores/page/A50BB4BF-0854-4354-9F0E-7192E74FDC28

ESPECIFICAÇÕES:

  • (1) Driver Dinâmico (DD) por lado de 6.1mm revestido de titânio
  • ANC (Noise Cancelling): Cancelamento Ativo de Ruído
  • Cancelamento de cerca de 37dB
  • Touch Control: Controle por toques gestuais
  • Bateria: 24h (estojo), 6h (fones sem ANC), 4h (fones com ANC), 3.3h (ligação)
  • Carregamento: fones cerca de 50min, via cabo 110min, via wireless 3.7h
  • Carregamento via Wireless Charge (sem fio)
  • Potência do driver: 3mW
  • Microfone: 3 mics no total
  • Bluetooth: 5.2
  • Alcance do sinal: >10m
  • Codecs Bluetooth: SBC, AAC
  • Low Latency: modo de baixa latência (música, jogos, vídeo)
  • Certificação IPX5: Proteção contra jatos de água
  • Peso: 4.5g (único fone); 29.5g (estojo)


ASPECTOS FÍSICOS:

Antes de entrar na avaliação, é preciso citar um fator importante sobre o produto. O FIIL T2 PRO não foi um lançamento destinado ao mercado internacional, ou seja, todo conteúdo do manual do usuário, e a voz que fala os comandos no fone, são todos em chinês (não tem inglês). Como eu não entendo nada em chinês, me orientei com base no que já testei em outros fones.

Eartips (ou ponteiras/borrachinhas). Começando pelas eartips. Veio apenas um tipo de ponteira em silicone, nos tamanhos XS/S/M/L (PP/P/M/G). Aqui não tem muito o que pontuar, é o padrão de quase todo fone TWS do mercado, eles fazem o produto pra ser usado com a ponteira deles e pronto. Eu utilizei as ponteiras originais do fone no tamanho M pra fazer a avaliação do produto. São boa eartips por sinal, bem macias, bem maleáveis, não vi necessidade de fazer troca por outras. Caso deseje fazer alguma modificação de ponteira, eu sugiro que olhe as SpinFit CP1025, que são as eartips produzidas para os Apple AirPods Pro, mas é possível utilizá-las em vários TWS convencionais, como foi o caso do FIIL T2 PRO aqui, encaixou tranquilo.

Além das ponteiras, o T2 PRO acompanha o que eu chamo de “arco”. São umas borrachas em forma de arco que ajudam na fixação do fone. Para fones TWS eu sempre recomendo que tenham barbatanas ou arcos, (barbatanas em primeiro, como as do Jaybird Vista 1, Vista 2), penso que são boas soluções para que o fone não corra o risco de sair do ouvido. Aqui no T2 PRO eu tive uma experiência de fixação melhor com os arcos no tamanho G.

Encaixe. O encaixe do T2 PRO foi bem tranquilo, só precisei fazer o teste do arco pra ver qual o melhor tamanho e depois dar uma leve giradinha pra frente, pra entrar certo na cartilagem da minha orelha. Caso alguém não goste de usar o arco, é só usar a borrachinha que não tem o arco (ver na foto). Esse fone tem um design bem minimalista e não fica com parte protusa pra fora do ouvido, achei ele bem discreto, eu tenho preferência por designs assim. A inserção do fone no ouvido eu achei média, e é a ponteira (eartip) que ajuda a conferir esse nível de inserção. O isolamento achei de médio pra bom, agora, se a pessoa precisa muito desse quesito, acredito que terá que fazer algumas modificações pra aumentar o isolamento, como trocar as eartips, ou até mesmo deixar o ANC ligado o tempo todo (é uma alternativa).

Conforto. Assim como no encaixe, o conforto também é um ponto bem subjetivo, então, pra mim, o T2 PRO é um fone bem confortável. A principal característica aqui é que ele é leve (bem leve!), também é bem pequeno e bem curvilíneo, não deu pontos de pressão no meu ouvido. A única observação que faço é quando você está usando os arcos, e aí no começo você sente que tem algo ali encostando na sua orelha… mas isso é normal, depois de um tempo de uso o ouvido meio que se “acostuma”.

Touch Control (ou controle por toques). O fone é controlado por toques gestuais, porém eu só consegui encontrar apenas duas funções disponíveis:

-Play/Pause = Dois toques
-ANC/Normal/Ambiente = Pressiona e segura por uns 3 segundos

Não consegui adiantar ou retroceder a faixa, nem aumentar e diminuir o volume. Parece que há a possibilidade de customizar os toques pelo App, só que o mesmo não está disponível pra o T2 PRO (possivelmente porque o fone não foi destinado ao mercado internacional). Ou seja, eu tentei de todo jeito aqui, tentei vários comandos mas não tive sucesso, apenas esses dois citados acima foram os que funcionaram.

Os fones podem ser usados de forma individual (mono), isso é, você pode escolher usar apenas um lado e deixar o outro guardado. Caso deseje usar os dois, é só tirar o fone do Case que ele entra em modo estéreo automaticamente. PS: O modo ANC ou o modo Ambiente só funcionam se você estiver usando os dois lados do fone (direito e esquerdo), então, se for usar apenas um lado, o modo não é ativado.

Conectividade. O pareamento é super rápido (após feito aquele primeiro pareamento inicial de todos), é só abrir o Case que o fone já tá fazendo o pareamento com o smartphone, coisa assim de 1 segundo. Eu assisti alguns vídeos no YouTube pra testar a sincronia da voz com a imagem, e para mim, a sincronia foi excelente, sem delay, porém, eu fiquei com a sensação de que esse não foi o TWS com a sincronização mais perfeita que já testei. O fone possui um modo de baixa latência (low Latency), mas eu não consegui acessar esse modo por toques gestuais, e como não consegui usar o App, acabei sem conseguir testar essa função.

O alcance do sinal (range) eu achei muito bom, pude circular pela casa por aproximadamente uns 10 metros e com algumas paredes entre o fone e o dispositivo, achei estável a conexão. Não consegui fazer um pareamento duplo, por exemplo, estar pareado ao computador e ao celular ao mesmo tempo. Enquanto estava pareado com o computador, o smartphone não pareou. Já no smartphone eu consegui parear o T2 PRO e o EarFun Free Pro ao mesmo tempo, embora o som só pode sair um de cada vez, isso é, quando um tocava o outro tinha que estar em Pause, não tocou os dois ao mesmo tempo.

Case (ou estojo de carregamento). O fone com o menor Case que já testei (até o momento), muito pequeno e discreto… e leve! Como de costume, tampa com fechamento magnético e fones fixados ao interior por magnetismo também (e os fones não caem de jeito nenhum, nem colocando muito força!).

A tampa consegue ficar “em pé” ao abrir, o que é bom pra ela não ficar voltando nos dedos na hora de retirar os fones do Case. É possível abrir a tampa do Case com apenas uma das mãos, mas não é algo tão simples, precisa de um pouco de “técnica”. A tampa tem aquele som chato ao fechar, tipo “clack”, só que pelo menos vejo que não é algo tão irritante, dá pra viver com, porque tem Cases que fazem um estalo bem incômodo. O Case possui apenas um único LED na parte da frente, na cor branca.

Microfone. Então, essa parte não esperem muito empenho de minha pessoa porque não uso esses microfones de fone de ouvido. Eu fiz uma gravação de voz com o App Dobly On, e assim, confesso a vocês que não me satisfiz com o que foi gravado não. Honestamente, dava pra entender tudo que eu tava falando, a questão é a qualidade do áudio, achei que tava com falta de nitidez no áudio, certeza já ouvi capturas de áudio melhores com outros fones. Fica aí o aviso se esse for um quesito importante pra você no produto.

Aplicativo. Então, a FIIL tem um App disponível pra Android ou iOS, o FIIL+. Porém, quando fui testar o aplicativo, recebo a mensagem de que o mesmo não está disponível para o modelo T2 PRO: “The current version does not support fiil+”. Provavelmente porque o T2 PRO não foi um modelo fabricado para o mercado global (ainda que seja possível comprar pelo AliExpress). Parece ter uma versão do App traduzido pro inglês rolando aí na net, mas também não me animei pra fazer a instalação.

De acessórios inclusos, vem disponível um cabo USB-A/USB-C para fazer o carregamento do fone. Pelo que eu testei aqui, o cabo funciona tanto para passar energia, como também transfere dados (OTG).


ASPECTOS SONOROS:

A sonoridade do FIIL T2 PRO me impressionou, achei que seria um som bem V-shape (desenho em V) no sentido prático, mas o fone tem um som bem “equilibrado” (Balanced) e com um toque quente (Warm). O som é bem versátil e “confortável”, nenhuma frequência se apresenta de forma exagerada em relação à outra, ainda que se tenha um pouco mais de graves em relação aos médios/médio-agudos, e um pouco mais de médios/médio-agudos em relação aos agudos, mas a diferença em termos audíveis entre as frequências é muito pouca, e isso fez o som ficar bem harmonizado (na minha opinião).

Vamos começar pela região dos graves. Em termos quantitativos, os graves são presentes, porém muito bem dosados, conseguem se adaptar aos mais diversos tipos de música sem soarem excessivos ou enfadonhos. Não é um fone pra Bassheads, e também não seria um fone pra quem busca a “neutralidade”. Entretanto, esse meio termo é que pode justamente fazer com que o fone agrade à Gregos e Troianos. Em termos de sub-graves e médio-graves, o fone se apresenta de forma bem linear, as duas regiões estão presentes, e todas duas caminham de forma uniforme, não percebi sobreposição de uma à outra, nem decaimento (roll-off).

Em termos qualitativos, os graves do T2 PRO são bem controlados, tem bastante textura, tem boa extensão, não invadem os médios, não são estrondosos, não são lamacentos. O impacto não é do tipo seco, é mais pro tipo abafado, como se por exemplo um baterista colocasse aquela almofada dentro do bumbo da bateria. Então, não esperem a última gota em definição e velocidade, mas assim, felizmente é um grave que não chega a embolar a apresentação.

Os médios. Os médios são recuados mas o fone tem ali um boost nos médio-agudos, não muito mas o suficiente pra que a zona de frequência dos médios não soasse muito retraída. Então, essa é uma região que tem uma agradável sensação de se escutar, porque ficou um meio termo entre ser suave e ser mais pra frente, então, nem doce demais, nem agressivo.

As vozes no T2 PRO ficaram boas para ambos os tipos de vozes, masculinas ou femininas. Agora, se por um lado o fone consegue ser bom para os dois tipos, também não consegue ser o excelente pra nenhum nem outro, ou seja, quem busca um super desempenho pra um tipo específico de voz (grave ou aguda), talvez não encontre isso aqui. Mas, se busca um fone que possa ser legal pros dois tipos, aí sim acho que é possível encontrar isso aqui.

Chegando na região dos agudos, em termos quantitativos, são agudos que podem ser considerados lineares mas tendendo ao recuo. Certamente essa é a zona de menor presença no fone, mas ainda assim consegue tem uma quantidade suficiente pra os agudos aparecerem na apresentação. Numa escala de 0 a 10 onde 5 seriam agudos “confortáveis”, eu diria que aqui seria uma nota 6. Acredito que esse fone é ideal pra quem foge de agudos um pouco mais salientes.

Em termos qualitativos, os agudos do T2 PRO são agudos “confortáveis”, esse é o adjetivo principal que posso colocar. São bem limpos e coerentes, sem efeito de coloração ou brilho excessivo. Sem estridência, sem soarem afiados ou agressivos. Não notei presença de sibilância, nem em músicas que já tem uma leve sibilância na gravação. São agudos que não chamam a responsabilidade para si, eles tão ali pra acompanhar a apresentação. Agora, eu gostaria que o fone tivesse um pouco mais de detalhamento e arejamento nessa região, isso realmente eu achei que faltou, aquela gota a mais de resolução que encontramos em outros fones. Chimbais ficam bem polidos e suaves, pratos de bateria soam bem leves e sem rispidez, triângulo, carrilhão, e etc, tudo soa sem pinicar e sem estridência.

Palco sonoro (soundstage). A sensação de palco sonoro no T2 PRO eu boa/média. Ele não se apresenta nem de forma espacial, nem muito apertado/fechado ou como se estivesse muito próximo ao ouvido. Então, ele é um meio termo em profundidade, largura, e altura.

Separação instrumental. A separação instrumental do T2 PRO eu achei boa/média. Foi possível identificar os instrumentos com boa definição, a imagem estéreo é boa, e com relação à sensação de espaço entre os instrumentos eu achei boa/Ok, certamente não consegue alcançar o nível de alguns fones cabeados, mas em termos de TWS foi um dos melhores que já testei (lembrando que isso pode variar também de acordo com a gravação e outros processos durante a produção da música).

Modo ANC (Cancelamento ativo de ruído). A tecnologia que tem atraído muitas pessoas a buscar fones TWS. O “Noise Cancelling” (ANC) dos fones que já testei – e desse aqui também – eu costumo dizer que é uma “redução” dos sons externos, e não um bloqueio por completo. Por exemplo, se você trabalha ou estuda num lugar que tem um ruído de ventilador ou ar condicionado, ele vai suavizar o ruído, mas não eliminar por completo.

Modo Ambiente. Nesse modo, você consegue ativar os microfones e passa a escutar os sons do ambiente ao seu redor. Essa função realmente funciona aqui, mas ela se dá melhor quando você não está ouvindo música, porque a música acaba dando uma encobrida nos sons que foram capitados pelos microfones.

Driver Flex. O T2 PRO é um TWS que possui apenas Driver Dinâmico (DD) em sua composição, e sendo assim, é preciso verificar se tem Driver flex. Pelo que pude testei aqui, o fone não deu nenhum sinal de Driver flex, ou seja, não apresentou nenhum ruído ao inserir o fone.

Amplificação. Sabemos que a amplificação em TWSs fica por conta dos componentes internos dos fones, então, aqui nessa parte eu vou apenas avaliar o nível de volume que o FIIL T2 PRO entrega. Eu achei que o fone tem um volume bom mas não entrega uma capacidade muito grande, tipo, consigo chegar até o máximo (15 níveis do Android) sem achar que está excessivo, porém deixo ali no nível 13 pra ter um conforto maior, e até porque eu não escuto som muito alto.


ASPECTOS MUSICAIS:

Com relação aos gêneros musicais que eu pude ouvir com o FIIL T2 PRO, posso dizer que o fone combina com muita coisa, o que não encaixou aqui foi apenas por uma questão de gostar mais de ouvir tal gênero com uma determinada sonoridade ou querer mais tecnicalidade do fone.

Música Eletrônica. O fone tem um ótimo grave e que não soa excessivo, talvez um basshead queira um pouco mais, mas na minha opinião, o grave que o fone possui deu sim pra tocar EDM com uma boa dinâmica. Os efeitos mais altos das zonas médio-agudas e agudas passaram de forma tranquila aqui, sem criar rispidez ou incômodo.

Hip-Hop e Rap. Ficou bom, no meu entender. Geralmente quando o fone tem grave em excesso você acaba não prestando a atenção ao resto da música, o T2 PRO tem grave e não deixa a música ficar nem enfadonha, nem extremamente “gravuda”. O leve boost nos médio-agudos também ajuda às vozes ganharem destaque nas canções.

Reggae. Ficou ótimo. Todas as músicas que ouvi ficaram boas. Chega da gosto quando vem um gênero e o fone casa como uma luva. O som ficou bem acertado, todas as frequências encaixadas num nível que me satisfez. Baixo dando o groove, chimbal sem cortar, e vozes numa medida coerente com o real.

Metal. Foi o primeiro gênero que comecei a escutar com o fone e achei que ficou muito bom, o fone tem esse lado que eu caracterizo como confortável, então tira a possibilidade de causar fadiga auditiva. É um gênero que tem muita velocidade na instrumentação, e por tanto o som não soa agressivo. Death, Trash, Black, New Metal, todos ficaram bons… só Heavy Metal que poderia ter um UP nos vocais (subjetivo).

POP. Assim como Reggae, POP ficou ótimo, na disputa entre os dois melhores gêneros. Esse tipo de fone é feito pensando em proporcionar um encaixe maior aos gêneros mais populares.

Rock. Ficou bom com as músicas testadas, talvez algumas pessoas possam querer um pouco mais de energia com o gênero, um pouco mais vibração pras guitarras, um pouco mais de brilho nos agudos, aí vai de gosto. Mas pra quem busca o conforto durante longas audições, aí que entra o T2 PRO. Falando assim parece que o fone é muito apagado, mas calma que não é isso não, eu que tenho uma leve inclinação a fones energéticos com esse tipo de gênero.

Blues. Confesso que achei que o item principal (guitarra) ia ficar sem vida, mas pra minha surpresa, ficou bom. Achei isso porque em Rock uma ou outra música eu senti que mais energia seria bem vinda, mas nas músicas de Blues que ouvi, isso não aconteceu.

MPB. Esse assim como POP são gêneros fáceis de combinar com muitos fones. Confesso que eu ainda fico com fones cabeados pra ouvir o gênero, mas se a proposta for mobilidade, então acho que tá ótimo. A qualidade dos fones bluetooth melhoraram consideravelmente nos últimos tempos, se tivesse só esse daqui, ficaria tranquilo pra ouvir o gênero.

Samba e Pagode. Ok, poderia ter mais detalhamento e separação instrumental, mas o que ouvi aqui, me dei por satisfeito. Baixo, instrumentos de corda, instrumentos de percussão, vozes, todos ficaram muito bem equilibrados dentro da apresentação. Os dois gêneros ficaram bem parecidos, mas achei que Pagode levou uma pequena vantagem.

Forró. Ficou muito bom, todos os instrumentos bem harmonizados, também tá entre os gêneros que ficaram muito bem encaixados. Esse fone é bem versátil. Tudo bem poderia ter um pouco mais de tecnicalidades, mas aí eu tô sendo exigente pra o preço do produto e comparando com fones a cabo.

Sertanejo. Não sou o melhor ouvinte pra julgar esse gênero mas achei que ficou bom. Aqui nesse gênero tem uma música na playlist que pode sibilar com alguns fones, e como disse nos aspectos sonoros, o fone acaba até suprimindo essa sibilância que vem da gravação.

Axé. As vozes até que ficaram legais, bem agradáveis, mas eu senti foi falta de uma energia a mais. O fone também tem um lado quente (warm) que pra esse gênero nem sempre é legal, deixa a apresentação um pouco fechada.

Bossa Nova. Num é que foi?! Parece que por ser um gênero mais cadenciado e com menos instrumentação (as músicas que testei), parece que o fone se dá bem. Confesso que já ouvi o gênero com outros fones mais técnicos que acabaram sendo melhor, mas pra um TWS, o que eu ouvi aqui tá de bom tamanho.

Jazz. Ainda não foi desta vez. O grave ficou um pouco além da conta em algumas músicas, pra forma como eu gostaria de ouvir. E também eu curto ouvir com fones um pouco mais brights e detalhistas. O interessante que em termos de tonalidade pra alguns instrumentos, até que ficou bom, como por exemplo, saxofone. Mas aí quando vai pra pratos de bateria, aí sim eu acho que falta aquele micro detalhamento.

Música Clássica. Aqui também não foi dessa vez. Eu entendo que seria bom ter mais arejamento, mais detalhamento, e até ter um pouquinho menos de grave, porque em uma situação ou outra ele acabou aparecendo como não deveria (na minha opinião).


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Gosto é subjetivo, então aqui vai a lista dos estilos musicais que eu achei que combinaram mais com esse fone. Lembrando que foram apenas alguns gêneros testados e alguns poucos artistas. Se eu coloquei que combinou com tal estilo e outro não, não significa que você não possa ouvir o seu gênero musical preferido com este fone e adorar. Então, aí vai:

Combinaram:

Eletrônica
Hip Hop
Rap
POP
Reggae
MPB

Rock
Blues
Metal
Bossa Nova

Sertanejo
Pagode
Samba
Forró

Nem tanto:

Jazz
Clássica
Axé

MÚSICAS TESTADAS:

Dire Straits – Sultans of Swing
Jack Thammarat – Back to the Start
Slayer – Angel of Death
Pantera – The Great Southern Trendkill
Deicide – Once Upon the Cross
Entombed – Left Hand Path
Immortal – Norden on Fire
Mayhem – Freezing Moon
Dimmu Borgir – In Death’s Embrace
Iron Maiden – Aces High
Angra – Carry On
Korn – Freak On a Leash
Slipknot – Left Behind
Paramore – Monster
AC/DC – Moneytalks
KISS – Heaven’s On Fire
Scorpions – Rock You Like a Hurricane
Jethro Tull – Locomotive Breath
Pink Floyd – Time
The Rolling Stones – Wild Horses
Queen – I Want to Break Free
Kings of Leon – Supersoaker
Red Hot Chili Peppers – Californication
The Strokes – You Only Live Once
Coldplay – Viva La Vida
Charlie Brown Jr – Lutar Pelo Que é Meu
Sade – Cherish The Day
Eric Clapton & B.B. King – Ten Long Years
Clube de Patifes ft. Luiz Caldas – Hey Mama
Stevie Ray Vaughan – Pride and Joy
Gary Clark Jr – Catfish Blues
Jimi Hendrix – Little Wing
Kenny G – Songbird
Boney James – Full Effect
Dave Holland Quintet – Prime Directive
Kenny Wheeler – Seven Eight Nine (part 1)
Keith Jarrett Trio – You’ve Changed
Diana Krall – Where or When
Enya – May It Be
Loren Allred – Never Enough
Bob Marley & The Wailers – Is This Love
Edson Gomes – Malandrinha
Adão Negro – Louco Louco
Gregory Isaacs – Cool Down The Pace
Diamba – Miscigenação
Skrillex – Scary Monsters And Nice Sprites
Armin van Buuren – This Is What It Feels Like
The Timewriter – Tenda Count
Alok – Piece of Your Heart (remix)
Hardwell feat. Amba Shepherd – Apollo [Mix Cut]
Tom Jobim – Desafinado
João Gilberto – Sampa
Roberto Menescal & Andrea Amorim – O Barquinho
Caetano Veloso & Maria Gadú – O Quereres (ao vivo)
Gilberto Gil – Aos Pés da Cruz (ao vivo)
Djavan – Pecado (ao vivo)
Chico Buarque – Renata Maria (ao vivo)
João Bosco – Mano Que Zuera
Vanessa da Mata ft. Ben Harper – Boa Sorte/Good Look
Ed Motta – Minha Casa, Minha Cama, Minha Mesa
Ney Matogrosso – O Tempo Não Para
Rita Lee – Doce Vampiro
Lenine – Martelo Bigorna
Kid Abelha – Como Eu Quero
Negra Li – Venha
Luiza Possi – Over The Rainbow
Michael Jackson – Beat It
Madonna – Like a Virgin
George Michael – Careless Whisper
Daft Punk – Give Life Back to Music
Adele – Rolling in The Deep
Geraldo Azevedo – Chorando e Cantando
Dominguinhos – Preciso do Teu Sorriso
Flávio José – Tareco & Mariola
Alcymar Monteiro – Lindo Lago do Amor
Fernando e Sorocaba – Vendaval/Bala de Prata (ao vivo)
César Menotti & Fabiano – Só Mais Uma Verdade
Paula Fernandes – Jeito do Mato
Zezé Di Camargo & Luciano – O Defensor (ao vivo)
Diogo Nogueira ft. Hamilton de Holanda – Salamandra
Paulinho da Viola – Onde a Dor Não Tem Razão
Luiz Melodia – A Voz do Morro (ao vivo)
Jorge Aragão – Coisa da Pele (ao vivo)
Mart’nália – Cabide
Mumuzinho – Eu Mereço Ser Feliz (ao vivo)
Pixote – Coisas do Amor/Você Pode (ao vivo)
Harmonia do Samba – Molejinho
Sabotage – País da Fome: Homens Animais
Emicida – Rotina
Eminem – Lose Yourself
Filipe Ret – Neurótico de Guerra
The Weeknd ft. Daft Punk – Starboy
Chiclete com Banana – Meia Lua Inteira (Capoeira Larará)
Ara Ketu – Ara Ketu Bom Demais
Banda Eva – Beleza Rara
Filhos de Jorge – Vai Que Cola “Melanina”
Vivaldi – Violin Concerto in E Major, RV 269, No. 1, Spring: I. Allegro
Tchaikovsky – The Nutcracker, Op. 71, Act 2: No. 13 Waltz of the Flowers
Mozart – Serenade in G Major, K. 525 “Eine kleine Nachtmusik”: 1. Allegro
Chopin – “Grande valse brillante” in E-Flat Major, Op. 18

Link da Playlist:


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