ENGLISH REVIEW: SIVGA LYREBIRD REVIEW
INTRODUÇÃO:
Quem acompanha minhas avaliações a mais tempo, sabe que já disse várias vezes que os fones que mais me agradam são aqueles com mais de um tipo de driver em sua composição, os chamados “híbridos”. O novo SIVGA LYREBIRD é um fone implementado com 4 tipos de drivers diferente. Até o meu conhecimento, esse é o primeiro fone intra-auricular híbrido fabricado pela empresa.
Preço: $169 dólares (USD)
Cor: Madeira/Prata
Cabo: 4.4mm Balanceado
SIVGA REVIEWS: QUE, QUE UTG, NIGHTINGALE PRO, SM100, ROBIN SV021 PRO.
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ESPECIFICAÇÕES:
Híbrido:
- (1) Driver dinâmico composto de polímero de 10 mm
- (1) Armadura Balanceada BA
- (1) Driver Micro Planar
- (1) Driver cerâmico piezoelétrico multicamadas de 9,2 mm
– Frequência efetiva: 20Hz – 20kHz
– Impedância: 14Ω (±15%)
– Sensibilidade: 108±3dB
– THD: ≤1%
– Cabo de cobre banhado a prata
– Conectores: 2 pinos 0.78mm (destacáveis)
– Plugue: 4.4mm Balanceado (reto)
– Shell: liga de alumínio + madeira
– Tamanho do cabo: 120±10cm
– Peso do fone: 6.1g (um lado)(sem ponteira)
– Peso do cabo: 28.1g
– Peso total (caixa, fones, etc): 288.2g
– Tamanho da caixa: 14.5cm [C] x 13cm [L] x 5.5cm [P]
UNBOXING:
ASPECTOS FÍSICOS:
Construção:
- A começar pelo belíssimo design e estética do fone (subjetivo).
- Shell – ou concha – em liga de alumínio usado em aviação.
- Faceplate – ou tampa – em madeira revestida por resina.
- Cada Faceplate é única, a imagem na madeira não se repete.
- Excelente qualidade de construção.
- Possui 2 vents (furos de ventilação).
- Ótima experiência de unboxing.
- Embalagem elegante. Acessórios de qualidade.
- Ótima Case. Revestida em courino. Semirrígida, compacta, leve.
- Logomarca em alto relevo. Fechamento em zíper.
Eartips (ponteiras / borrachinhas):
- Dois tipos de ponteiras: wide bore (brancas), e silicone líquido (transparente).
- Vem 6 pares + 1 par pré-instalado nos fones (7 pares total).
- Ponteira é algo muito subjetivo: o bom para mim, pode não ser para outro.
- Não tenho costume de usar ponteiras wide bore ou de silicone líquido.
- As ponteiras do kit são boas, mas não me contemplam.
- Na minha opinião, poderia ter vindo um formato a mais, algo “padrão”.
- Fiz a avaliação do som com as SpinFit CP100 (tam. M).
Cabo:
- Excelente cabo! Ponto muito positivo.
- Esteticamente me agrada muito também.
- Melhor cabo até hoje que a empresa colocou num fone.
- Ótima usabilidade
- Ótima maleabilidade.
- Não embaraça.
- Não pega “memória” (vincos).
- Os earhooks são do formato que eu prefiro.
- Não apresentou microfonia.
- O Chin Slider pode escorregar (único ponto negativo).
- Pra fechar com chave de ouro, poderia ser um cabo modular.
- A opção por um plugue 4.4mm pode limitar alguns usuários.
Encaixe e conforto:
- Encaixe vertical. Boa estabilidade.
- Muito confortável. Ótima ergonomia.
- Bom para todos os tipos de ouvidos.
- Bom para longas horas de uso.
- Inserção média.
- Bom isolamento.
- 6.1g é leve para um híbrido e de metal.
Kit do fone (acessórios):
- Fones Lyrebird.
- 7 pares de ponteiras tamanhos P/M/G.
- Cabo 4.4mm Balanceado.
- Case semirrígida.
- Case de plástico para ponteiras.
- Manual e QC pass.

















ASPECTOS SONOROS:
Sonoridade:
- Sonoridade neutra, viva, e detalhada.
- Tuning neutro/”pra frente”.
- Graves neutros, médios “pra frente”, e agudos de leve ênfase.
- Excelente resolução e detalhamento.
- Tecnicamente muito competente.
- Não é um fone divertido.
- Boa energia na região dos médios, mas não considero como energético.
- Excelente para gêneros como Jazz, Instrumentais, Vocais, Música Clássica, MPB, etc.
- Bom também para POPs e Rocks mais calmos.
- Não seria minha indicação para EDM, Hip-Hop, Reggae, etc.
- Também não usaria para gêneros com distorção (Metal, Hard Rock, etc).
- Fone excelente para quem procura por médios exuberantes.
Graves:
– Quantitativo:
- Moderados ou moderados para baixo.
- Não é para bassheads.
- Para uns vai ser a quantidade certa, para outros, poderia ter mais.
- Sub-graves um pouco mais baixos do que os médio-graves.
- Médio-graves tem um pouco mais de destaque.
– Qualitativo:
- São graves neutros, encorpados, controlados, e sem exageros. Possui boa extensão.
- Textura e fisicalidade são mais comedidas.
- É o tipo de grave que geralmente acompanha a gravação.
- A definição é muito boa.
- O impacto é audível e “apertado”.
- Não invadem os médios.
- Não são estrondosos, não são inchados, não são lamacentos.
- Combinam muito bem com instrumentos acústicos.
- Violão soa de forma bem natural.
- A batida em um bumbo de bateria é seca e delineada.
Médios:
– Quantitativo e qualitativo:
- Médios “pra frente”.
- Pinna gain com ênfase.
- Excelente definição e detalhamento.
- Excelente clareza, arejamento, e transparência.
- Sem dúvidas é a estrela do show. Médios exuberantes.
- Instrumentos e vozes ficam destacados e detalhados.
- Não senti fatiga nos médio-agudos.
- O fone traz muita informação nessa região dos médios/médio-agudos.
- Saxofones e flautas transversais se apresentam bem “palpáveis”.
- Pianos, caixas de bateria, possuem energia e definição.
- Guitarras distorcidas eu acho que há mais intensidade (do que eu gosto).
Vozes:
- As vozes ficam com ótima clareza e arejamento.
- É possível escutar as nuances das vozes com facilidade.
- Ótima projeção para as vozes de timbres mais médios e agudos.
- Vozes de timbres mais baixos ficam mais discretas.
- Vozes femininas/agudas para mim tiveram melhor desempenho.
Agudos:
– Quantitativo:
- Agudos de moderados para cima.
- Mais indicado para Trebleheads do que Bassheads.
- Não senti fatiga por causa dos agudos (subjetivo).
- É um fone que tende ao bright, porém não é bright.
- Por ter menos graves, acaba realçando a região dos médios em diante.
- Não seria tão indicado para quem tem sensibilidade aos agudos.
– Qualitativo:
- Agudos vivos, versáteis, rápidos, e de boa extensão.
- Brilho levemente acentuado (cristalino).
- Excelente detalhamento e arejamento.
- Ótimo nível de definição.
- Não são estridentes, não são afiados, não são ríspidos.
- Os agudos flertam com a sibilância (em algumas faixas).
- Geralmente, pico nos 8khz cria essa característica citada acima.
- Cordas de violão possuem ótimo micro detalhamento.
- O brilho de um carrilhão se destaca na apresentação.
- Pratos de condução soam de forma viva e definida.
Palco sonoro:
- Bom/médio palco sonoro.
- Não chega a ser “espacial” por causa dos médios frontais.
- Bom em largura e altura, porém baixo em profundidade.
- Fones com médios avançados reduzem a sensação de profundidade.
Separação instrumental:
- Excelente separação instrumental.
- A imagem estéreo também é muito boa.
- A ótima resolução do fone melhora a separação.
- Fácil de identificar a posição dos instrumentos.
- Instrumentos médios e agudos são mais fáceis de identificar.
Teste de driver flex:
- O Lyrebird não apresentou característica de Driver Flex.
Amplificação:
- Fácil de empurrar.
- Não necessita de amplificador potente.
- Um DAC/AMP dongle é suficiente.
- >>Notar que o fone tem o cabo com plugue 4.4mm.<<
- Será preciso uma fonte com essa saída ou trocar de cabo.
- Avaliei o Lyrebird com o FiiO QX13 (4.4mm, D-Mode, Vol 25).
- Também testei com um cabo 3.5mm e com o FiiO KA11.
- O KA11 empurra tranquilo, embora o melhor desempenho foi no QX13.
PRÓS E CONTRAS:
– Esteticamente muito bonito (subjetivo)
– Boa experiência de unboxing
– Excelente qualidade de construção
– Sonoridade viva e detalhada
– Tuning neutro / “pra frente”
– Excelente nível de resolução
– Excelente separação instrumental
– Bom palco sonoro
– Fácil de empurrar
– Confortável de usar
– Bom para longas horas de audição
– Excelente cabo
– Ótima case
– Poderia ter um cabo modular
– Plugue 4.4mm pode limitar alguns usuários
– Poderia ter mais um tipo de ponteira
– Talvez tenha pouco grave para alguns
– Flerta com a sibilância em algumas músicas
GRÁFICOS POR AUDIO AMIGO:



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