REVIEW IN ENGLISH: SMSL D10 REVIEW
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INTRODUÇÃO:
D10 mas mantenha o respeito! Pois é, parafraseando Marcelo D2, começamos essa avaliação do DAC/AMP Dongle SMSL D10.
A SMSL é bastante conhecida na fabricação de DACs e amplificadores de mesa, porém, agora a empresa começou a buscar novos horizontes dentro dos equipamentos de áudio portátil (eu diria que até demorou). O mercado de dispositivos como os dongles cresceu muito nos últimos anos, atualmente temos alguns modelos que competem com sistemas mais avançados.
Preço: $69.99 dólares (USD)
Cor: Preto ou Cinza
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ESPECIFICAÇÕES:
– DAC chip: Cirrus Logic CS43131 (x2)
– Entrada: USB-C
– Saídas: 3.5mm SE e 4.4mm Balanceada
– Compatibilidade: Windows 7, 8, 8.1, 10, 11 (precisa driver), Mac OSX10.6+, Linux, Android, iOS
– Suporta DSD256 e PCM 32bit/384kHz
– Nível máximo de saída: 2Vrms
– Potencia de saída : 500mW (16Ω), 500mW (32Ω), 160mW (150Ω), 80mW (300Ω), 40mW (600Ω)
– THD+N: <0.00015% (116dB)
– Range dinâmico: 121dB
– SNR: 121dB
– Taxa de amostragem: PCM 44.1 ~ 384kHz, DSD 2.8224 ~ 11.2896MHz
– Profundidade de bits: 1bit, 24 ~ 32bit
– Alimentação: 5V/200mA
– Tamanho do dongle: 5.4cm [C] x 1.9cm [L] x 1cm [P]
– Tamanho do cabo: 11.3cm (ponta a ponta)
– Material: Alumínio e vidro
– Peso do dongle: 17.4g
– Peso do cabo: 4.7g
– Peso total (caixa, dongle etc): 99g
– Tamanho da caixa: 14cm [C] x 7.4cm [L] x 3cm [P]
DISPOSITIVOS UTILIZADOS:
– Kiwi Ears Quintet
– NF Acous NM20
– Tin HiFi P1
– FiiO BTR13
– FiiO BTR11
– FiiO KA11
– MotoZ3Play
– Samsung S22U
– Dell Inspiron 14 (W10)
UNBOXING:
ASPECTOS FÍSICOS:
Construção: Vocês lembram do Questyle M15? Aquele dongle que tinha uma parte de vidro, e que fez bastante sucesso na comunidade… Pois bem, temos aqui um dongle que se assemelha bastante ao M15 no quesito design. Além do corpo em alumínio, o D10 possui também parte da sua estrutura em vidro, o que faz com que tenhamos a visão interna do circuito. Sei que a estética é sempre algo muito subjetivo, mas para mim, o D10 é um dos dongles mais bonitos que já testei, se não o mais.
Ele é um dongle muito leve e muito compacto também, se você viram o unboxing do FiiO BTR11, notaram que o D10 é praticamente do mesmo tamanho que o BTR11, só que é preciso lembrar que o D10 é um equipamento com saída balanceada, ainda por cima, a 4.4mm, que é a maior. O D10 também possui um ótima qualidade de construção, todas as bordas são arredondadas, evitando quinas afiadas.
É preciso mencionar que a construção do D10 tem um ponto fraco, isso porque um equipamento que contém partes de vidro, e sendo assim, sempre você vai necessitar ter um cuidado a mais. Primeiro, tem a questão dos arranhões no vidro, e segundo, ele é um DAC/AMP pequeno e portátil, então a chance de acontecer uma queda é maior do que de um amplificador de mesa, por exemplo. Sinceramente, essa questão poderia ser facilmente resolvida se a empresa disponibilizasse uma película e/ou uma case de proteção, mas até o momento que escrevo, não teve lançamento de nenhuma das duas opções.
Controle de volume independente: Pelos meus cálculos, o D10 apresentou cerca de 60 passos de volume diretamente no dongle. Ele também tem os 15 passos de volume disponíveis pelo Android. Sendo assim, o D10 possui um controle de volume independente em cada dispositivo.
Infelizmente, o D10 não possui nenhum tipo de configuração/botão que possa dar ganho (gain) ao equipamento, e outra coisa também, é que ele não possui nenhum aplicativo (App). Isso não necessariamente é um demérito, algo que impeça o produto de realizar o objetivo, é só uma observação de que atualmente temos alguns produtos que contam com esses recursos.
O D10 vem com a implementação de dois LEDs no circuito: um na parte de trás e outro na parte da frente. Ou seja, de qualquer lado que o dongle esteja, você vai ter um LED aceso. Esse é um ponto que é sempre positivo – na minha opinião – e eu só me dei conta quando avaliei o AUNE Yuki… O Yuki não tem LED, então, a pessoa fica meio perdida, dá uma impressão de que o produto não está funcionando. Curiosamente, o LED do D10 fica sempre ligado… isso pode ser um incômodo para algumas pessoas, mas para mim, não. Aqui eu só pude notar que o LED ficou na cor azul o tempo todo… testei apenas com arquivos de 16bits/44.1kHz e 24bits/96kHz, o LED não mudou de cor. Talvez só muda mesmo se usar arquivos DSD.
Consumo de bateria na saída 3.5mm. Usando o Kiwi Ears Quintet, o consumo de bateria foi de 7% O smartphone que usei tem bateria de 5.000mAh. O teste foi realizado durante 1h de reprodução com a tela desligada e o WiFi desligado (modo avião). O volume estabelecido no dongle foi o vol. máx e no Android foi o nível 8 dos 15 disponíveis. Repeti o mesmo teste usando o Tin HiFi P1 na saída 4.4mm balanceada. O consumo foi também de 7%. Evidente que esses números são só uma base. Eu achei um pouco estranho dar o mesmo número nas duas saídas – embora deixei no mesmo volume para ambos os fones. Se formos reparar nas especificações, não tem uma potência específica para o 3.5mm e outra para o 4.4mm… Está como 500mW para as duas.
Teste de aquecimento: Ao testar o produto, notei que ele esquenta consideravelmente, tanto na saída 3.5mm quanto na saída 4.4mm, sendo que nesta última, a superfície esquenta ainda mais. Realmente o produto esquenta, penso que não é nada de perigoso para o tato humano, porém, existe a questão de que algumas pessoas podem usar o equipamento dentro de mochilas, bolsos, etc, e pensando nesse cenário, aí sim o D10 vai ter mais dificuldade pra dissipar o calor.
Acessórios: O dongle vem com apenas um cabo USB-C para USB-C. Na minha opinião, é um cabo de ótima qualidade, bem maleável e revestido por um material estilo Paracord. O que não me agradou muito foi a SMSL ter esquecido de colocar um adaptador USB-A ou também um cabo Lightning para usuários de iPhone modelos mais antigos. É uma coisa tão barata…
No Samsung S22U (Android 14), o D10 funcionou normalmente, e no meu PC o dongle conectou Plug & Play, não precisei instalar driver. Porém, ele não funcionou no meu smartphone Motorola Z3 Play (Android 9).
Esse é um dongle que de fato não tem tantas features, segue a linha dos dongles mais antigos, que não tinha display, não tinha bateria, etc. Para achar informação sobre ele na internet foi bem difícil, a empresa não disponibilizou muita coisa no material. As especificações estão bem reduzidas, o que complicou mais ainda.




ASPECTOS SONOROS:
É preciso lembrar que essa análise é subjetiva, baseada na minha experiência com o produto e também da sinergia com os outros equipamentos que usei. Eu também já informo que a parte mais objetivista do hobby não é muito a minha praia, então, pode ser que algumas informações fiquem limitadas, não sou nenhum expert no lado técnico desse tipo de produto.
Como disse antes, esse dongle na questão dos aspectos físicos, pode te deixar com uma sensação de “queria mais”, penso que tem muita coisa na parte física que poderia ser melhor, ou simplesmente ter a opção… porém, é preciso lembrar que o preço do D10 é bem mais acessível do que outros dongles da mesma categoria (dongles com 3.5mm e 4.4mm Bal).
Eu vejo que o D10 é um dongle que possui bastante custo-benefício, porque quando chega na parte do som, ele melhora exponencialmente. Tanto em qualidade sonora quanto na parte da potência de amplificação, o D10 é muito bom. Durante o tempo que usei o dongle, posso afirmar que a qualidade do áudio foi perfeita, muita transparência e definição. Não notei nenhuma adversidade no áudio do dongle, na minha experiência com o produto, não ouvi nenhum ruído estranho, ruído de fundo ou distorção.
Atualmente, dos dongles com saída balanceada que testei, o SMSL D10 só fica mesmo atrás do FiiO KA5, mas aí também esse último é um dongle com muito mais recursos, a parte física e as features eleva o produto como um todo… se for colocar na balança, o D10 é quase metade do preço do KA5, então é preciso pensar, se você quer pagar a mais para ter uma parte “além do som” mais rebuscada.
O D10 é sem dúvidas um dos dongles mais potentes que já testei, se não o mais potente. Nesse quesito ele realmente é mais potente do que o KA5, entretanto, como disse antes, o D10 esquenta que é uma beleza… isso pode ser uma característica a ser levada em consideração, já que o KA5 não esquenta tanto assim.
Em termos de amplificação, primeiro dizer que eu fiz os testes com o D10 conectado ao meu notebook, então deixei o dongle no volume máximo e controlei o som pela escala de volume do Windows10. Testando na saída 3.5mm com o Kiwi Ears Quintet e com o NF ACOUS NM20, o D10 só precisou de 20-25% de volume para ambos os fones estarem num volume alto porém confortável (pros meus ouvidos). Todos dois fones são fáceis de empurrar, o NM20 é até mais fácil, então a sonoridade de ambos na saída 3.5mm, para mim, já é a correta.
Na saída 4.4mm Balanceada, eu testei com o Tin Hifi P1 (primeira versão). Aqui eu aumentei o volume para 50%, achei que já estava suficiente para os meus ouvidos. Nesse nível, a sonoridade ficou com mais dinâmica no som como um todo, incluindo os graves. A minha percepção de que o D10 consegue obter mais potência é exatamente porque com um nível mais baixo de volume eu consegui chegar no ideal, em outros dongles, eu precisava colocar em 70% ou mais para que o P1 começasse a ficar melhor.
Não cheguei a testar o D10 com o Hifiman HE400SE, mas pela minha experiência com o headphone e outros dongles, me arrisco a dizer que o D10 empurra tranquilamente o headphone, principalmente na saída 4.4mm balanceada.
COMPARATIVO: SMSL D10 x FiiO KA11
O mais sensato foi testar dois dongles “dongles” de verdade. De fato, a comparação vai ficar limitada apenas na saída 3.5mm dos equipamentos, já que o KA11 só tem a 3.5mm. Outra coisa, são produtos distintos, essa comparação é só pra enriquecer o texto.
Foi bem difíil notar diferença entre ambos, mas realmente pude perceber algo… Tonalmente falando, são muito parecidos, eu diria que o KA11 é só um pouco mais quente do que o D10, graves ligeiramente se destacando, mas é coisa muito sutil mesmo, como procurar pelo em cobra… O grande diferencial pra mim – e que também é algo muito sutil – é que o D10 consegue ter mais espacialidade no som, é como se ele tivesse um pouco mais de palco sonoro e separação instrumental que o KA11. A sensação é que alguns sons ecoam mais facilmente no D10, e no KA11 a apresentação fica mais compactada (não que a apresentação do KA11 seja compactada, é em comparação com o D10). O que acontece então é que o D10 consegue fazer o efeito de camadas no som, mas claro, é tudo algo muito sutil… é preciso fazer uma audição mais analítica para sentir diferença. O D10 me soou um pouco mais detalhado, sem uso de artifícios no tuning, até porque para mim a sonoridade do dongle foi neutra… é um detalhamento no sentido de mais nitidez e transparência.
No quesito amplificação, eu coloquei os dois em 20% e depois em 25%, e na real, não senti diferença de força de um para o outro. O D10 eu deixei no volume máximo, assim, controlei os dois pela escala do Windows10.
Se você procura um dongle simples mas com saída 3.5mm & 4.4mm, o SMSL D10 – pelo preço que custa e pela ótima qualidade de áudio – é uma grande recomendação. Se você não vai utilizar a saída 4.4mm, então eu diria que o preço que vai pagar no D10 talvez não compense, melhor ir no FiiO KA11 e economizar uma grana. Agora, se você tem um cash a mais e procura um dongle com mais features, saída 4.4mm, e etc, pode também ficar ciente do FiiO KA5 como uma opção.




PRÓS E CONTRAS:
– Preço/Performance
– Esteticamente bonito (subjetivo)
– Qualidade de construção
– Botão sem folgas
– Sonoridade limpa e transparente
– Potência
– Volume independente
– Saídas 3.5mm e 4.4mm Bal
– Bem leve e compacto
– Cabo de ótima qualidade
– Vidro exige mais cuidado
– LED sempre ligado
– Falta botão de ganho
– Sem case ou película
– Falta adaptador USB-A
– Esquenta bastante

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