REVIEW IN ENGLISH VERSION CLICK HERE: KIWI EARS QUARTET REVIEW



>>Caso você seja novo aqui, recomendo que leia a página “Apresentação”<<
INTRODUÇÃO:
A KIWI EARS segue com os seus projetos a todo vapor, hoje temos aqui para avaliação o Kiwi Ears Quartet. O Quartet é um fone híbrido que combina driver dinâmico com armadura balanceada. O fone ainda conta com um Dip Switch (chave) que muda a tonalidade do fone.
A loja de aquisição do KIWI EARS QUARTET foi a Linsoul, uma das principais distribuidoras dos produtos da KIWI EARS, além de outras diversas marcas e produtos de áudio. Sendo assim, eu vou deixar os links do produto e quem tiver interesse em saber sobre o KIWI EARS QUARTET, é só conferir pelos links abaixo.
PS: Para quem não sabe, a Linsoul é a mesma DD-Audio Store no AliExpress, então, vou colocar aí também os links para facilitar a vida de quem prefere o AliExpress.
Avaliações da KIWI EARS: Cadenza
Preço: $109 dólares (USD)
Cores: Roxo
Cabo: Sem Mic
Link da LINSOUL:
https://s.click.aliexpress.com/e/_DnqL8rh
https://s.click.aliexpress.com/e/_DEzABYf
ESPECIFICAÇÕES:
Híbrido:
– (2) Drivers Dinâmicos (DD) de 10mm
– (2) Armaduras Balanceadas (BA)
– Config: Agudos + Médios +2DD
– Dip Switch: chave para mudar o tuning
– Frequência: 20Hz – 20KkHz
– Sensibilidade: 110dB SPL/mW
– Impedância: 32Ω
– THD: 0.3%
– Plugue: 3.5mm (reto)
– Conectores: 2 pinos 0.78mm
– Cabo: OFC cobre
– Tamanho do cabo: 1.2m +/-5% (removível)
– Material da Shelll: Resina
– Peso do fone: 4.1g (um lado)
– Peso do cabo: 18.3g
– Peso total (caixa, fones, etc): 236g
– Tamanho da caixa: 13.2cm [C] x 11.3cm [L] x 6.5cm [P]










ASPECTOS FÍSICOS:
Eartips (ou ponteiras / borrachinhas). O kit de ponteiras veio com 3 tipos diferentes, todas em silicone, e todas nos tamanhos P/M/G. Bem verdade elas mudam basicamente só na parte estética, porque em quesito formato, são praticamente iguais. Por exemplo, não tem ponteira “bocal aberto” (wide bore), todas que vieram tem as mesmas medidas, acho que pelo menos a empresa poderia tentar diversificar os formatos… alguém poderia se beneficiar dessa implementação. Mesmo assim, eu pude me dar por satisfeito com o que encontrei no kit, principalmente com essas ponteiras brancas, geralmente sempre consigo obter a sonoridade “desejada” com as desse tipo. Não vejo necessidade de aquisição de ponteiras de empresas terceiras para fazer algum ajuste no fone (a troca por SpinFit, Azla, etc é algo realmente subjetivo).
-A avaliação foi feita com as ponteiras brancas no tamanho M.
As ponteiras do kit são simples mas são funcionais, agora, são as mesmas ponteiras que vieram no Cadenza, e também parece que a Kiwi Ears está colocando elas em outros fones da marca também… Quando tem um padrão assim a gente pensa: “será que foi testado mesmo ou só colocaram ali por necessidade?”. Enfim, fica a reflexão.
Cabo. O cabo eu gostei bastante, é bem parecido com o cabo do Tin T3+ e do próprio Cadenza. Esteticamente falando, não é um cabo lindo, mas o importante é que cumpre o seu papel de forma muito bem feita. Ele é leve e fácil de manusear. Esse tipo de trançado é muito bom para enrolar (ou desenrolar), não embaraça facilmente. Não pega memória, nem microfonia. Esse cabo vem com o chin slider, que nos meus testes aqui funcionou 100%, a peça fica parada onde você coloca. Algumas pessoas não dão muita importância para essa parte da avaliação, mas quando o cabo apresenta alguma característica não tão legal, eu procuro descrever justamente para que a pessoa que está lendo se oriente para um possível upgrade ou não. O cabo do Letshuoer S12, por exemplo, eu achei pesado, então para mim justificaria um possível upgrade (mas isso é algo bem pessoal). O cabo do Aune Jasper veio com earhooks com uma angulação que eu achei “errada”. No caso do cabo do Kiwi Ears Quartet eu não vejo necessidade de fazer troca, o cabo é funcional.
Earhooks (ou ganchos de orelha) e Conectores. Primeiro os conectores. São do tipo 2 pinos de 0.78mm (atualmente acho a melhor opção para IEMs). A indicação de encaixe dos lado é feita pelas cores vermelho (lado direito) e transparente (lado esquerdo). É possível visualizar as cores na parte de baixo dos conectores. Os earhooks são bons, tem uma boa curvatura e não criam ponto pressão. Eles tem ondulações em seu formato, o que eu geralmente não curto muito, prefiro quando é totalmente liso, mas felizmente esses do Kiwi Quartet não me causaram nenhum desconforto.
Dip Switch. O Quartet tem a opção de mudar o tuning por meio de um dip switch (chave dip). O fone pode ficar com 4 sonoridades diferentes (as alterações serão descritas nos “aspectos sonoros”). Não tem muito o que pontuar aqui, os “dips” são bem escondidos, não atrapalha em nada, nem no encaixe, nem ficam folgados (não fazem ruídos). O único detalhe é que realmente precisa da chavinha para fazer as trocas, sem ela fica quase impossível de mexer no Dip.

Encaixe e Conforto. Antes do fone chegar eu fiquei com receio dele ser grande, só que na prática agora avaliando posso afirmar que ele tem um tamanho normal/médio, encaixou muito bem nos meus ouvidos. O fone ficou discreto nos meus ouvidos, sem partes protusas, apenas o trivial. A estabilidade é excelente, o fone não fica balançando nem folgado. É possível que esse seja um fone interessante para uso como retorno de palco, por causa do encaixe, do conforto, etc. Tudo bem o isolamento não é o maior dentre os que já testei, embora o fone tenha um bom isolamento. A inserção no meu canal auditivo eu considero como média. Em termos de conforto, o fone é bem leve, a resina é de boa qualidade, confere um toque muito bom com a pele do ouvido. Não tive nenhum ponto de pressão, e isso é até um detalhe bem positivo do Quartet, porque alguns fones que testei com esse formato tiveram uma leve sensação de pressão intra-auricular, ou uma certa sensação de falta de ventilação, já aqui no Quartet isso não aconteceu. Fone que pode sim ser usado para longas audições sem sentir desconforto (na minha opinião).
Acessórios. De acessórios inclusos, o Quartet vem com um case (estojo) semirrígido com fechamento de zíper. Também vem com uma chave para fazer as mudanças no Dip Switch. A chave é semelhante com a que vem com os celulares para abrir a gaveta dos chips.

ASPECTOS SONOROS:
A sonoridade do Kiwi Ears Quartet eu entendi como Warm-V shape (Quente – desenho em V). O fone tem graves bem destacados, médios recuados, e agudos com presença moderada. É um fone que tem a ferramenta do Dip Switch para alterar o tuning, então eu já deixo aqui que eu fiz a avaliação a seguir com as chaves no modo On-On (é a configuração inicial que vem no fone). Eu irei pontuar melhor essa questão das trocas de tuning mais adiante no texto. O Kiwi Ears Quartet eu achei que entra na linha dos fones com sonoridade divertida, os graves dão essa sensação de mais “alto astral” no som, principalmente com músicas que pedem por essa dose a mais de graves (na minha opinião).
Como de costume, vamos começar falando dos graves. Em termos quantitativos, os graves são bem presentes, claramente a região de maior destaque nesse fone. A quantidade aqui é de moderado pra alto. É sim um fone que eu indicaria para bassheads, mas calma que também não é nada desproporcional ou excessivo demais, penso só que tem uma quantidade generosa de graves aqui. Essa quantidade de graves é uma das característica que faz com que o som do Quartet soe mais quente (warm). Eu senti que o fone tem sub-graves e médio-graves presentes, porém achei que a região dos médio-graves se destacam um pouquinho mais, coisa pouca, de fato. A extensão é boa. O Quartet eu achei um fone é top para quem curte ouvir Reggae.
Em termos qualitativos, os graves do Quartet tem autoridade, tem corpo, tem massa, tem textura, tem “volume”. O impacto é bem notório, tem boa fisicalidade, tem aquele punch (soco), tem força. Em termos de definição eu achei bom/ok, não é o grave mais definido que já ouvi, também não é o mais indefinido. Um Letshuoer D13 eu acho que tem graves mais “delineados” (na minha opinião). Em algumas situações os graves do Quartet podem soar ligeiramente abafados, como por exemplo na batida de um bumbo de bateria, é como se dentro do bumbo tivesse um travesseiro (alguns bateristas utilizam desse objeto para não deixar o som muito seco). Dito isso, por outro lado, os graves do Quartet não são estrondosos, não são inchados, e não invadem os médios.
Os médios do Quartet. Aqui temos os clássicos médios de fones V-Shape, eles são mais recuados, então uma batida numa caixa de bateria fica sempre confortável, ou um riff de guitarra fica sempre mais macios. Por exemplo, a música Supersoaker do Kings of Leon tem uma guitarra bem pra frente logo no começo da canção, e aqui no Quartet o som da guitarra ficou sem soar “encardido”, “áspero”. O fone traz um Pinna Gain que eu julgo ser suave, isso é, os instrumentos e vozes se apresentam sem soarem agressivos em momento algum. Médios desse tipo geralmente combinam bem com gêneros com muita atividade instrumental, como Metal extremo, por exemplo. É preciso dizer também que para alguns instrumentos como flauta, sax, ou violino, o Quartet não vai entregar tanta clareza assim – na minha opinião – porque são instrumentos que vão melhor com um pouco mais de médio-agudos.
Vozes. Chegando aqui na parte das vozes, já era o esperado que depois de o fone ter apresentado graves mais destacados e médios mais recuados, as vozes masculinas/graves ficaram melhor (na minha opinião). Com vozes femininas/agudas eu achei que o desempenho não foi o melhor possível, por um lado perde aquela característica do sentir arrepio na pele, mas por outro as músicas ficam mais confortáveis para quem sente muita sensibilidade aos vocais mais altos. Além do bom desempenho com as vozes de timbre mais baixos, o fone vai muito bem com a faixa central na escala vocal, tenor e contralto.
Agudos em termos quantitativos. Para mim, a quantidade ficou no nível do moderado, penso que nada falta e nada excede. Com essa configuração do Dip Switch (On-On) eu achei que os agudos ficaram em sua melhor quantidade. Nessa configuração eu considero que o fone não gera fatiga auditiva, digo isso porque eu fiquei mais tempo testando o fone com a configuração citada, as outras eu apenas coloquei no momento do teste do Dip Switch e pronto, então eu afirmo que com essa config não gerou cansaço em mim. Não senti decaimento (Roll-Off) nos agudos, a extensão é boa. O bom do fone é que se por acaso a pessoa preferir mais agudos, num nível de moderado para alto, aí tem a opção de mudar o som no Dip Switch. Dentre as 4 configurações possíveis, a com menos agudos pra mim foi essa (On-On).
Em termos qualitativos. Os agudos do Quartet são lineares, controlados, sem picos e sem coloração. Tem bom arejamento, tem boa definição, e o detalhamento eu achei bom. O brilho eu achei bom também, coerente com o real e sem excessos, não apresenta som cristalino, isso é, fino demais. Os agudos do Quartet não são estridentes, não são ríspidos, não são afiados, e não apresentam sibilância. Chimbais tem destaque mas não chegam a soarem ríspidos, até por isso achei o fone interessante com Metal, porque é um gênero que tem muita intensidade com esse instrumento. Dedilhados ou solos de guitarra na região aguda do braço do instrumento fica muito bom, com vida sem soar estridente.
Dip Switch. Primeiro, falar que é evidente que ao fazer essa avaliação eu pude olhar o gráfico de resposta de frequência (FR), entretanto, o gráfico não determina minha opinião final sobre o som que eu escuto nos fones, só que especificamente nesse caso, o gráfico ficou bem parecido com o que eu ouvi na prática.
– On-On: nessa configuração o fone entrega uma boa quantidade de graves e um som mais “equilibrado” dos médios em diante. Os agudos tem a quantidade que eu julguei ser a melhor medida (essa foi a configuração utilizada para fazer a avaliação).
– Off-Off: aqui o som possui uma boa quantidade de graves também, entretanto foi a configuração que mais aumentou os agudos, é perceptível que aumenta o brilho e o detalhamento na apresentação, fazendo alguns instrumentos agudos ficarem até artificiais, coloridos. Foi a configuração mais “V-shape” dentre as outras.
– On-Off: já nessa configuração, o som teve o maior boost nos grave, o som ficou em sua forma mais quente, os médios acabaram ficando mais escuros, e os agudos ainda tinham ali uma boa presença porém não ficou tão brilhante como o citado na configuração acima.
– Off-On. Essa configuração é interessante porque é a que apresenta menos graves, só que a apresentação fica mais seca nos médios/médio-agudos, o que na ocasião aqui pra mim eu achei que o som perde o caráter da “musicalidade” (subjetivo). Agudos eu tive a sensação de estarem bem parecidos com o que foi descrito quando o Dip estava em Off-Off.
Palco sonoro (soundstage). A sensação de palco sonoro eu achei boa. Na minha opinião, o som não é de grande espacialidade, como achei com o Audiosense AQ4, mas também não fica um som enclausurado. O recuo na região dos médios faz o som ganhar mais profundidade, já que não fica aquela coisa tão frontal, “na cara”, como se estivesse colado ao tímpano. Em altura e largura, eu achei um meio termo.
Separação instrumental. A separação instrumental eu achei boa/ok. Com músicas mais calmas e bem gravadas, o Quartet entrega um bom resultado, pude ouvir algumas coisas que para mim era claro de onde o instrumento estava tocando e com uma margem de espaço. Já com músicas mais rápidas e com muita instrumentação, o fone tem uma leve queda de desempenho, mas ainda é possível ouvir todos os instrumentos, só que de uma forma mais próxima (lembrando que a separação pode variar também de acordo com a gravação e outros processos durante a produção musical).
Teste de Driver Flex. O Kiwi Ears Quartet possui dois driver dinâmicos de 10mm por lado, então, é preciso verificar se o fone possui ruído de driver flex. Nos meus testes aqui, o fone não apresentou em nenhum momento som de driver flex. Para aqueles que ainda não conhecem o que é “driver flex”, eu coloquei a explicação aqui nesse link.
Amplificação. Eu usei o DAC/AMP dongle FiiO KA5 conectado ao meu notebook para fazer essa avaliação. A saída utilizada foi a 3.5mm SE e o dispositivo com seletor no modo “Low Gain”, ou seja, sem ganho ativado. O volume utilizado foi o nível 40% dos 100% disponíveis pela escala de volume do Windows10 e 120 passos direto no dongle (vol. máx). Nos meus testes aqui, o Kiwi Ears Quartet não precisou de mais amplificação para tocar corretamente. Também penso que ele não tende a escalar com mais amplificação (potência). Eu testei direto do meu notebook e também do meu smartphone (sem dongle), ambos tocaram bem.

Gosto é subjetivo, então aqui vai a lista dos estilos musicais que eu achei que combinaram mais com esse fone. Lembrando que foram apenas alguns gêneros testados e alguns poucos artistas. Se eu coloquei que combinou com tal estilo e outro não, não significa que você não possa ouvir o seu gênero musical preferido com este fone e adorar. Então, aí vai:
Combinaram:
Eletrônica
Hip Hop/Rap
Reggae
MPB
POP
Rock
Blues
Metal
Samba
Pagode
Sertanejo
Bossa Nova
Forró
Nem tanto:
Clássica
Jazz
Axé
Link da Playlist:
Gráficos por Super* Review:

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