TIN HIFI C5

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>>Caso você seja novo aqui, recomendo que leia a página “Apresentação”<<

INTRODUÇÃO:

Tin HiFi é a empresa de fones que eu mais escutei e que avaliei até hoje, ao todo foram 8 avaliações e 9 fones escutados. Agora, chegamos ao décimo fone da empresa, o Tin HiFi C5. O C5 é um fone que utiliza o SPD – Square Planar Driver, o mesmo tipo de driver utilizado pela Celest e TRN. O fone também possui uma BA em sua composição.

Avaliações da TIN HIFI: T2 EVOT2+T3+P1T1SP1 MaxC2, C3

Preço: $ 79 dólares (USD)
Cores: Prata
Cabo: Sem Mic


Link da TIN HIFI:

https://www.tinhifi.com/

https://www.tinhifi.com/products/tinhifi-c5

https://tinhifi.pt.aliexpress.com/store/912323289

https://pt.aliexpress.com/item/1005005226335951.html


ESPECIFICAÇÕES:

Híbrido:
(1) SPD – Square Planar Driver de 10mm
(1) Armadura balanceada (BA)
Frequência: 10Hz – 20kHz
Sensibilidade: 101±3dB
Impedância: 9Ω±15%
Potência Max: 5mW
Plugue: 3.5mm banhado a ouro (reto)
Cabo: Cobre banhado a prata
Tamanho do cabo: 125cm (removível)
Conectores: 2 Pinos 0.78mm
Material da shell: Alumínio de aviação
Peso: 4.41g (um lado)



ASPECTOS FÍSICOS:

Eartips (ou ponteiras/borrachinhas). O produto veio com 6 pares de ponteiras de silicone na cor branca, nos tamanhos P/M/G (dois pares de cada tamanho), e um par de ponteiras de espuma, as famosas ponteiras azuis da Tin. Vamos logo começar por elas, como de costume, eu não uso mais ponteira de espuma, sei que elas conseguem conferir um encaixe mais anatômico, porém eu não tenho mais paciência para ficar apertando ponteira para inserir no ouvido, além de que esse tipo de ponteira se desgasta e suja com mais facilidade, sem falar que já tive um pouco de irritação no canal auditivo com esse tipo de ponteira (foamtips). Já as de silicone para mim são muito boas, todas as vezes que a empresa colocou esse modelo, me serviu bem. O silicone dessas ponteiras brancas eu acho bem macio, então, não sinto desconforto.

-A avaliação foi feita com a ponteira de silicone (branca) no tamanho G.

O preço do fone é oficialmente $79 dólares, então já não é um fone tãao barato assim – o C2 tá saindo por quase $20 dólares – então eu penso que eles poderiam sim ter colocado algum modelo extra de ponteiras (bocal aberto ou outro material), enfim, na minha opinião ponteiras a mais nunca é demais. Mesmo assim, acho que não há necessidade de partir para uma opção de ponteiras de empresas terceiras, como SpinFit, Azla, e etc, penso que daqui mesmo é possível achar o som ideal do fone (subjetivo).

Cabo. O cabo do C5 é muito bom, lembra bastante o cabo do C3, embora eu achei que o cabo utilizado no C3 tem um requinte a mais do que esse aqui. O do C5 é bem leve, bonito, fácil de enrolar para guardar, não pega memória, não apresentou microfonia, e não embaraça tão fácil (isso varia um pouco de acordo com o uso). Talvez o único ponto a ser criticado aqui é que esse cabo tem aquele tipo de trançado que se você empurrar a trança no sentido contrario, a trama se abre. Ele vem com “Chin Slider” (peça que regula a abertura dos cabos que vão para os falantes) e a peça até funcionou aqui, mas eu não dou 100% de efetividade, em algum momento pode ser que a peça deslize, principalmente se balançar muito o cabo. Finalizo essa parte achando que o cabo do C3 – para mim – é melhor que esse, e se colocar o valor de cada produto, o custo benefício do cabo C3 aumenta mais ainda.

Earhooks (ou ganchos de orelha). Aqui também achei muito bom, são bem maleáveis e tem uma boa curvatura, o revestimento plástico é um dos mais macios que já testei. Eu tenho preferência quando não tem ondulações, porque pode ser que em algum momento isso gere algum incômodo – na minha opinião – mas esses do C5 não aconteceu de me incomodarem. Ponto positivo.

Conectores. Os conectores do C5 são em estilo 2 pinos 0.78mm. Num primeiro momento eu estranhei a soma dos conectores com o local de encaixe no corpo dos fones, me pareceu que ficou algo muito grande, muito alto, porém, depois que testei aqui nos meus ouvidos, percebi que isso é só um detalhe, não comprometeu o encaixe. Os conectores não possuem letras (L e R) para indicar o lado de encaixe, mas é possível se orientar pelas cores, vermelho e transparente (lado vermelho corresponde ao lado direito). O corpo dos fones possuem as letras (L e R), mas penso que isso só vai ajudar mesmo se a pessoa estiver iniciando no hobby.

Encaixe. Essa é uma parte muito subjetiva, no caso do C2 mesmo, o fone dividiu opiniões quanto ao encaixe, uns não tiveram problemas, e outros sim. Aqui com o C5 para mim foi só alegria, a estabilidade foi 100% nos meus ouvidos, fone que só preciso colocar uma única vez e pronto. Ele é bem discreto com relação ao tamanho, sem partes protusas, ficou bem escondido no meu ouvido. Esse fone é bem anatômico e eu acredito que vai ter um bom encaixe com uma variedade muito grande de pessoas. A inserção no meu canal auditivo eu achei média, e o isolamento eu achei bom/ok.

Conforto. O conforto no C5 é excelente, lembra muito o design do T2+, porém ainda menor e mais arredondado, eu seja, mais conforto ainda. O fone é bem leve (não como um fone de plástico), a superfície é bem polida, bem curvilínea. Não gerou nenhum ponto de pressão nos meus ouvidos, ficou bem ajustado na minha concha. O único detalhe que me gerou um certo receio foi quando vi na internet fotos de que o bocal do fone era oval, aí já fiquei logo preocupado no que isso poderia gerar. Digo isso porque na minha avaliação do IKKO OH1S teve um probleminha com esse tipo de bocal oval. Agora, felizmente quando o fone chegou e eu pude testar, essa questão do bocal ser oval aqui não implicou em nada de ruim. Tenho meu posicionamento que não há necessidade de fazer fone com bocal oval, isso pode dar ruim em algum momento, melhor seguir com o bocal redondo mesmo né. Pelos meus testes aqui eu pude ficar um bom tempo (cerca de 2h direto) e não senti incomodo. Quando é assim, o fone pode ser indicado para longas sessões (subjetivo em parte).

O C5 vem com uma sacola de tecido que serve para armazenar o fone. Ao meu ver, nesse preço, o produto deveria ter um estojo rígido ou semirrígido, esses sacos de tecido pra mim não serve para guardar o fone, é muito ruim o ato de colocar um fone a cabo dentro de um recipiente flácido (minha opinião).



ASPECTOS SONOROS:

A sonoridade do Tin HiFi C5 pode ser considerada como um Mild-V-Shape (Desenho em V mais suave). Ele também pode ser visto como uma variação da Harman Target (curva de compensação da Harman International), embora não necessariamente segue ponto a ponto da curva, mas sim tem a mesma proposta da Harman target, que são: graves enfatizados, médios recuados, médio-agudos um pouco mais realçados, e agudos mais comedidos. O C5 é um fone que eu particularmente considerei como tendo uma sonoridade bem agradável e limpa, ou seja, sem excessos e sem ausências (talvez poderia ter um pouco mais de agudos pro meu gosto). No meu entender, o C5 tem um pouco mais resolução do que o C2 e o C3 (embora não comparei eles lado a lado). E também é o melhor fone com o driver SPD que já ouvi (até o momento e na minha opinião). É preciso ficar ligado que esse fone tem um detalhe importante na parte da amplificação, então eu sugiro que observem esse parágrafo.

Os graves do C5 em quantidade. Aqui já entra a questão da amplificação, e ainda assim eu considero que o nível aqui ficou no moderado. Atenção bassheads, esse fone aqui pode não ser a praia de vocês. Mas calma que o fone também não é desprovido de graves, é apenas uma projeção minha de que os amantes de graves mais autoritários possam se descontentar, e tirando pelo meu gosto também, certamente já ouvi outros fones em que os graves se destacavam mais. O próprio C3 tem um grave que eu acho muito mais físico e divertido, todavia o grave do C5 fica mais pro lado técnico, se assim podemos dizer. No quesito sub-graves e médio-graves, eu entendo que eles estão em linha, isso é, sem sobreposição de uma frequência sobre a outra. Ambas as regiões são audíveis no som. A extensão é boa.

Em termos qualitativos, os graves do C5 são limpos, controlados, rápidos, tem textura (porém não muita). Eu penso que é um tipo de grave mais magro, não é muito da fisicalidade, como se não deslocasse muito ar, apenas o suficiente. Quem já pode ouvir outro fone com esse tipo de driver, certamente fica mais fácil de entender, pra mim todos eles até agora tem características bem semelhantes (dos que pude ouvir). O impacto não é muito forte, fica com uma característica mais seca, o bumbo de uma bateria bate mais conciso. Os graves do C5 não invadem os médios, não são estrondosos, não são abafados, não são lamacentos. A definição é boa, mas acho que não chega no nível de alguns graves de planares magnéticos ou driver dinâmicos (na minha opinião). Para quem curte um grave que acompanha a gravação, o C5 é um bom exemplo, não deixa a apresentação ficar enfadonha, nem gera excesso.

Os médios do C5. Os médios são recuados num primeiro instante, e os médio-agudos tem ali uma leve ênfase a mais. O pinna gain se destaca mas não fica “na cara”, ou seja, não torna o som agressivo ou duro, uma caixa de bateria por exemplo, nunca soa seca ou ríspida, pelo contrário, aqui os sons ficam mais voltados para o macio, para o sedoso, e tudo isso sempre oferecendo uma boa dose de clareza. Um sax soprano toca bem agradável, sem ser intrusivo.

As vozes no C5. Aqui eu achei que houve um empate técnico entre os tipos de vozes, então para mim, tanto as vozes femininas/agudas como as masculinas/graves ficaram boas, um equilíbrio… claro que isso também afeta a excelência em um tipo de voz em exclusivo, não vai extrair o maior potencial em um determinado tipo. Aí a pessoa tem que avaliar o tipo de voz que mais aparece em sua biblioteca, no meu caso por exemplo aparece muito mais voz masculina/grave do que feminina/aguda. O C5 é o meio termo entre o C2 e o C3 aqui nesse quesito, isso porque eu achei que o C2 combinou bem com as vozes femininas/agudas, e o C3 combinou mais com as vozes masculinas/graves, então o C5 é o meio do caminho.

Os agudos em termos de quantidade. Aqui realmente é a região mais baixa do fone, eu entendo que ficou num nível de moderado para baixo. Felizmente o C5 não entra na leva de fones escuros, como eu disse lá no primeiro parágrafo, achei que faltou um pouco mais de agudo, o C2 por exemplo, é um fone que tem mais presença nessa região. Mas é aquela coisa, vamos entrar numa questão de gosto, até porque dá pra ouvir tudo tranquilamente. O fone é ótimo para aqueles que não curtem agudos muito destacados, ele evita a fatiga auditiva. Ele tem uma leve sensação de decaimento (roll-off) nos agudos mais altos, mas não afeta a reprodução dos sons, você só vai ouvir eles um pouco mais baixos, tudo bem isso pode entrar numa questão subjetiva, mas da minha biblioteca eu consegui ouvir de tudo, apenas com uma intensidade menor. Até por isso acho que a extensão é boa/ok (certamente minha audição não alcança os 20kHz).

Em termos qualitativos, os agudos do C5 são calmos, suaves, comedidos, macios, “doces”, sem presença de picos ou coloração. O brilho é coerente com o real, o som não fica fino, mas eu entendo que pro meu gosto poderia ter um pouco mais de energia aqui, já que tenho um pouco mais de tolerância ao agudos. O fone tem um bom nível de detalhamento, mas não a nível de micro detalhamento, algo que eu acho que o P1 faz com melhor maestria. A definição também é boa/Ok, o que vai pecar mesmo é o arejamento (na minha opinião). Os agudos não são estridentes, não são ríspidos, não são afiados, e também não apresentam sibilância. Chimbais ficam bem polidos e sem rispidez, sem aquele “psshhh” que irrita, carrilhão fica suave e sem excesso de brilho, pratos de condução (ride) não alfinetam.

Palco sonoro (soundstage). A sensação de palco sonoro eu achei boa/média. Em profundidade em achei médio, em altura e largura em achei que o som se desenvolve bem. Não é algo tão espacial, nem tão compactado, é um meio termo. O Tin C3 eu acho que tem uma leve vantagem aqui nesse quesito. Aqui no C5 eu não sinto aquela sensação de “eco”, dos sons se “perderem”, mas também não achei que ele fizesse com que os sons estivessem encostando no tímpano.

Separação instrumental. A separação instrumental eu achei boa. Todas as músicas que escutei o fone mostrou uma boa capacidade de separar os instrumentos, melhor quando escutei gravações ao vivo ou com vários instrumentos tocando ao mesmo tempo, o fone tem uma característica de “limpeza” que fazem os instrumentos ficarem mais fáceis de escutar (lembrando que isso pode variar também de acordo com a gravação e outros processos durante a produção da música).

Teste de Driver Flex. O Tin C5 é um fone com o driver SPD, e pelo que tenho visto, não é um driver que tem apresentado o ruído de driver flex. Então, eu fiz o teste aqui e o fone realmente não apresentou o ruído de driver flex ao inserir no ouvido. Quem não sabe o que é driver flex, eu coloquei a explicação aqui nesse link.

Amplificação. Eu usei o DAC/AMP dongle Questyle M15 conectado ao meu notebook para fazer essa avaliação. A saída utilizada foi a 3.5mm SE e o dispositivo com seletor no modo “High”, ou seja, com ganho. O volume utilizado foi o nível 40% dos 100% disponíveis pela escala de volume do Windows. O Tin HiFi C5 eu achei precisa de uma fonte com um poder de amplificação maior que o trivial, ou que tenha algum recurso de aplicar ganho também pode ajudar. É possível que alguém escute sem a devida amplificação e ache que o som está bom, até porque quem sou eu para dizer como cada um de ouvir música, não é? Mas, na minha opinião, o som do fone muda bastante quando você amplifica com uma fonte mais potente, de fato não muito potente, até porque eu só precisei ligar o ganho do M15 e o som já bateu certo.


Gosto é subjetivo, então aqui vai a lista dos estilos musicais que eu achei que combinaram mais com esse fone. Lembrando que foram apenas alguns gêneros testados e alguns poucos artistas. Se eu coloquei que combinou com tal estilo e outro não, não significa que você não possa ouvir o seu gênero musical preferido com este fone e adorar. Então, aí vai:

Combinaram:

Metal
Hip Hop/Rap
Reggae
MPB
POP
Rock
Blues
Samba
Pagode
Sertanejo
Bossa Nova

Forró

Nem tanto:

Eletrônica
Clássica
Jazz
Axé


Link da Playlist:


Gráficos por TIN HIFI:



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